LEI Nº 11.196, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2005.
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Institui o Regime Especial de Tributação para a Plataforma de
Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação - REPES, o Regime Especial
de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras - RECAP e o
Programa de Inclusão Digital; dispõe sobre incentivos fiscais para a inovação
tecnológica; altera o Decreto-Lei no 288, de 28 de
fevereiro de 1967, o Decreto no 70.235, de 6 de março de
1972, o Decreto-Lei no 2.287, de 23 de julho de 1986, as
Leis nos 4.502, de 30 de novembro de 1964, 8.212, de 24 de
julho de 1991, 8.245, de 18 de outubro de 1991, 8.387, de 30 de dezembro de
1991, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.981, de 20 de janeiro de 1995, 8.987,
de 13 de fevereiro de 1995, 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, 9.249, de 26
de dezembro de 1995, 9.250, de 26 de dezembro de 1995, 9.311, de 24 de
outubro de 1996, 9.317, de 5 de dezembro de 1996, 9.430, de 27 de dezembro de
1996, 9.718, de 27 de novembro de 1998, 10.336, de 19 de dezembro de 2001,
10.438, de 26 de abril de 2002, 10.485, de 3 de julho de 2002, 10.637, de 30
de dezembro de 2002, 10.755, de 3 de novembro de 2003, 10.833, de 29 de
dezembro de 2003, 10.865, de 30 de abril de 2004, 10.925, de 23 de julho de
2004, 10.931, de 2 de agosto de 2004, 11.033, de 21 de dezembro de 2004,
11.051, de 29 de dezembro de 2004, 11.053, de 29 de dezembro de 2004, 11.101,
de 9 de fevereiro de 2005, 11.128, de 28 de junho de 2005, e a Medida
Provisória no 2.199-14, de 24 de agosto de 2001; revoga a
Lei no 8.661, de 2 de junho de 1993, e dispositivos das
Leis nos 8.668, de 25 de junho de 1993, 8.981, de 20 de
janeiro de 1995, 10.637, de 30 de dezembro de 2002, 10.755, de 3 de novembro
de 2003, 10.865, de 30 de abril de 2004, 10.931, de 2 de agosto de 2004, e da
Medida Provisória no 2.158-35, de 24 de agosto de 2001; e
dá outras providências. (Verificar, em especial, os artigos 38 a 40) |
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO
I
DO
REGIME ESPECIAL DE TRIBUTAÇÃO PARA A PLATAFORMA DE EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS DE
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO – REPES
Art. 1o Fica instituído o Regime Especial de Tributação para a
Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação - Repes, nos
termos desta Lei. (Regulamento)
Parágrafo único. O Poder Executivo disciplinará, em regulamento, as condições
necessárias para a habilitação ao Repes.
Art. 2o É beneficiária do Repes a pessoa jurídica que exerça
exclusivamente as atividades de desenvolvimento de software ou de prestação de
serviços de tecnologia da informação, cumulativamente ou não, e que, por
ocasião da sua opção pelo Repes, assuma compromisso de exportação igual ou
superior a 80% (oitenta por cento) de sua receita bruta anual de venda de bens
e serviços. (Regulamento)
§ 1o A receita bruta de que trata o caput deste artigo
será considerada após excluídos os impostos e contribuições incidentes sobre a
venda.
§ 2o O disposto no caput deste artigo não se aplica à pessoa
jurídica que tenha suas receitas, no todo ou em parte, submetidas ao regime de
incidência cumulativa da Contribuição para o Programa de Integração Social -
PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins.
§ 3o Não se aplicam à pessoa jurídica optante pelo Repes as
disposições do inciso
XXV do art. 10 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003.
Art. 3o Para fins de controle da produção e da comprovação de
que o contratante do serviço prestado seja residente ou domiciliado no
exterior, o beneficiário do Repes utilizará programa de computador que permita
o controle da produção dos serviços prestados. (Regulamento)
§ 1o A Receita Federal do Brasil terá acesso on line, pela
internet, às informações e ao programa de que trata o caput deste artigo, para
fins de auditoria, com controle de acesso mediante certificação digital.
§ 2o Para fins de reconhecimento da utilização da
infra-estrutura de software e hardware, o programa de que trata o caput deste
artigo será homologado pela Receita Federal do Brasil, sendo-lhe facultado o
acesso ao código-fonte.
Art. 4o No caso de venda ou de importação de bens novos
destinados ao desenvolvimento, no País, de software e de serviços de tecnologia
da informação, fica suspensa a exigência: (Regulamento)
I - da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita
bruta da venda no mercado interno, quando os referidos bens forem adquiridos
por pessoa jurídica beneficiária do Repes para incorporação ao seu ativo
imobilizado;
II - da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação, quando
os referidos bens forem importados diretamente por pessoa jurídica beneficiária
do Repes para incorporação ao seu ativo imobilizado.
§ 1o Nas notas fiscais relativas à venda de que trata o
inciso I do caput deste artigo, deverá constar a expressão "Venda efetuada
com suspensão da exigência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins",
com a especificação do dispositivo legal correspondente.
§ 2o Na hipótese deste artigo, o percentual de exportações de
que trata o art. 2o desta Lei será apurado considerando-se a
média obtida, a partir do ano-calendário subseqüente ao do início de utilização
dos bens adquiridos no âmbito do Repes, durante o período de 3 (três)
anos-calendário.
§ 3o O prazo de início de utilização a que se refere o § 2o
deste artigo não poderá ser superior a 1 (um) ano, contado a partir da
aquisição.
§ 4o Os bens beneficiados pela suspensão referida no caput
deste artigo serão relacionados em regulamento.
Art. 5o No caso de venda ou de importação de serviços
destinados ao desenvolvimento, no País, de software e de serviços de tecnologia
da informação, fica suspensa a exigência: (Regulamento)
I - da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita
bruta auferida pela prestadora de serviços, quando tomados por pessoa jurídica
beneficiária do Repes;
II - da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação, para
serviços importados diretamente por pessoa jurídica beneficiária do Repes.
§ 1o Nas notas fiscais relativas aos serviços de que trata o
inciso I do caput deste artigo, deverá constar a expressão "Venda de
serviços efetuada com suspensão da exigência da Contribuição para o PIS/Pasep e
da Cofins", com a especificação do dispositivo legal correspondente.
§ 2o Na hipótese do disposto neste artigo, o percentual de
exportação a que se refere o art. 2o desta Lei será apurado
considerando as vendas efetuadas no ano-calendário subseqüente ao da prestação
do serviço adquirido com suspensão.
§ 3o Os serviços beneficiados pela suspensão referida no
caput deste artigo serão relacionados em regulamento.
Art. 6o As suspensões de que tratam os arts. 4o
e 5o desta Lei convertem-se em alíquota 0 (zero) após
cumprida a condição de que trata o caput do art. 2o desta
Lei, observados os prazos de que tratam os §§ 2o e 3o
do art. 4o e o § 2o do art. 5o
desta Lei. (Regulamento)
Art. 7o A adesão ao Repes fica condicionada à regularidade
fiscal da pessoa jurídica em relação aos tributos e contribuições administrados
pela Receita Federal do Brasil. (Regulamento)
Art. 8o A pessoa jurídica beneficiária do Repes terá a adesão
cancelada: (Regulamento)
I - na hipótese de descumprimento do compromisso de exportação de que trata o
art. 2o desta Lei;
II - sempre que se apure que o beneficiário:
a) não satisfazia as condições ou não cumpria os requisitos para a adesão; ou
b) deixou de satisfazer as condições ou de cumprir os requisitos para a adesão;
III - a pedido.
§ 1o Na ocorrência do cancelamento da adesão ao Repes, a
pessoa jurídica dele excluída fica obrigada a recolher juros e multa de mora,
na forma da lei, contados a partir da data da aquisição no mercado interno ou
do registro da Declaração de Importação, conforme o caso, referentes às
contribuições não pagas em decorrência da suspensão de que tratam os arts. 4o
e 5o desta Lei, na condição de contribuinte, em relação aos
bens ou serviços importados, ou na condição de responsável, em relação aos bens
ou serviços adquiridos no mercado interno.
§ 2o Na hipótese de não ser efetuado o recolhimento na forma
do § 1o deste artigo, caberá lançamento de ofício, com aplicação
de juros e da multa de que trata o caput do art. 44 da
Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
§ 3o Relativamente à Contribuição para o PIS/Pasep e à
Cofins, os juros e multa, de mora ou de ofício, de que trata este artigo serão
exigidos:
I - isoladamente, na hipótese de que trata o inciso I do caput deste artigo;
II - juntamente com as contribuições não pagas, na hipótese de que tratam os
incisos II e III do caput deste artigo.
§ 4o Nas hipóteses de que tratam os incisos I e II do caput
deste artigo, a pessoa jurídica excluída do Repes somente poderá efetuar nova
adesão após o decurso do prazo de 2 (dois) anos, contado da data do
cancelamento.
§ 5o Na hipótese do inciso I do caput deste artigo, a multa,
de mora ou de ofício, a que se referem os §§ 1o e 2o
deste artigo e o art. 9o desta Lei será aplicada sobre o
valor das contribuições não recolhidas, proporcionalmente à diferença entre o
percentual mínimo de exportações estabelecido no art. 2o
desta Lei e o efetivamente alcançado.
Art. 9o A transferência de propriedade ou a cessão de uso, a
qualquer título, dos bens importados ou adquiridos no mercado interno com
suspensão da exigência das contribuições de que trata o art. 4o
desta Lei, antes da conversão das alíquotas a 0 (zero), conforme o disposto no
art. 6o desta Lei, será precedida de recolhimento, pelo
beneficiário do Repes, de juros e multa de mora, na forma da lei, contados a
partir da data da aquisição ou do registro da Declaração de Importação,
conforme o caso, na condição de contribuinte, em relação aos bens importados,
ou na condição de responsável, em relação aos bens adquiridos no mercado
interno. (Regulamento)
§ 1o Na hipótese de não ser efetuado o recolhimento na forma
do caput deste artigo, caberá lançamento de ofício, com aplicação de juros e da
multa de que trata o caput do art. 44 da
Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
§ 2o Os juros e multa, de mora ou de ofício, de que trata
este artigo serão exigidos:
I - juntamente com as contribuições não pagas, no caso de transferência de
propriedade efetuada antes de decorridos 18 (dezoito) meses da ocorrência dos
fatos geradores;
II - isoladamente, no caso de transferência de propriedade efetuada após
decorridos 18 (dezoito) meses da ocorrência dos fatos geradores.
Art. 10. É vedada a adesão ao Repes de pessoa jurídica optante do Sistema
Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das
Empresas de Pequeno Porte - Simples. (Regulamento)
Art. 11. A importação dos bens relacionados pelo Poder Executivo na forma do §
4o do art. 4o desta Lei, sem similar nacional,
efetuada diretamente pelo beneficiário do Repes para a incorporação ao seu
ativo imobilizado, será efetuada com suspensão da exigência do Imposto sobre
Produtos Industrializados – IPI. (Regulamento)
§ 1o A suspensão de que trata o caput deste artigo
converte-se em isenção após cumpridas as condições de que trata o art. 2o
desta Lei, observados os prazos de que tratam os §§ 2o e 3o
do art. 4o desta Lei.
§ 2o Na ocorrência do cancelamento da adesão ao Repes, na
forma do art. 8o desta Lei, a pessoa jurídica dele excluída
fica obrigada a recolher juros e multa de mora, na forma da lei, contados a
partir da ocorrência do fato gerador, referentes ao imposto não pago em
decorrência da suspensão de que trata o caput deste artigo.
§ 3o A transferência de propriedade ou a cessão de uso, a
qualquer título, dos bens importados com suspensão da exigência do IPI na forma
do caput deste artigo, antes de ocorrer o disposto no § 1o
deste artigo, será precedida de recolhimento, pelo beneficiário do Repes, de
juros e multa de mora, na forma da lei, contados a partir da ocorrência do fato
gerador.
§ 4o Na hipótese de não ser efetuado o recolhimento na forma
dos §§ 2o ou 3o deste artigo, caberá
lançamento de ofício do imposto, acrescido de juros e da multa de que trata o
caput do art.
44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
CAPÍTULO
II
DO
REGIME ESPECIAL DE AQUISIÇÃO DE BENS DE CAPITAL PARA EMPRESAS EXPORTADORAS –
RECAP
Art. 12. Fica instituído o Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para
Empresas Exportadoras - Recap, nos termos desta Lei. (Regulamento)
Parágrafo único. O Poder Executivo disciplinará, em regulamento, as condições
para habilitação do Recap.
Art. 13. É beneficiária do Recap a pessoa jurídica preponderantemente
exportadora, assim considerada aquela cuja receita bruta decorrente de
exportação para o exterior, no ano-calendário imediatamente anterior à adesão
ao Recap, houver sido igual ou superior a 80% (oitenta por cento) de sua
receita bruta total de venda de bens e serviços no período e que assuma
compromisso de manter esse percentual de exportação durante o período de 2
(dois) anos-calendário. (Regulamento)
§ 1o A receita bruta de que trata o caput deste artigo será
considerada após excluídos os impostos e contribuições incidentes sobre a
venda.
§ 2o A pessoa jurídica em início de atividade ou que não
tenha atingido no ano anterior o percentual de receita de exportação exigido no
caput deste artigo poderá se habilitar ao Recap desde que assuma compromisso de
auferir, no período de 3 (três) anos-calendário, receita bruta decorrente de
exportação para o exterior de, no mínimo, 80% (oitenta por cento) de sua
receita bruta total de venda de bens e serviços.
§ 3o O disposto neste artigo:
I - não se aplica às pessoas jurídicas optantes pelo Simples e às que tenham
suas receitas, no todo ou em parte, submetidas ao regime de incidência
cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins;
II - aplica-se a estaleiro naval brasileiro, no caso de aquisição ou importação
de bens de capital relacionados em regulamento destinados à incorporação ao seu
ativo imobilizado para utilização nas atividades de construção, conservação,
modernização, conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou registradas
no Registro Especial Brasileiro - REB, instituído pela Lei no
9.432, de 8 de janeiro de 1997, independentemente de efetuar o compromisso
de exportação para o exterior de que trata o caput e o § 2o
deste artigo ou de possuir receita bruta decorrente de exportação para o
exterior.
Art. 14. No caso de venda ou de importação de máquinas, aparelhos, instrumentos
e equipamentos, novos, fica suspensa a exigência: (Regulamento)
I - da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita
bruta da venda no mercado interno, quando os referidos bens forem adquiridos
por pessoa jurídica beneficiária do Recap para incorporação ao seu ativo
imobilizado;
II - da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação, quando
os referidos bens forem importados diretamente por pessoa jurídica beneficiária
do Recap para incorporação ao seu ativo imobilizado.
§ 1o O benefício de suspensão de que trata este artigo poderá
ser usufruído nas aquisições e importações realizadas no período de 3 (três)
anos contados da data de adesão ao Recap.
§ 2o O percentual de exportações de que tratam o caput e o §
2o do art. 13 desta Lei será apurado considerando-se a média
obtida, a partir do ano-calendário subseqüente ao do início de utilização dos
bens adquiridos no âmbito do Recap, durante o período de:
I - 2 (dois) anos-calendário, no caso do caput do art. 13 desta Lei; ou
II - 3 (três) anos-calendário, no caso do § 2o do art. 13
desta Lei.
§ 3o O prazo de início de utilização a que se refere o § 2o
deste artigo não poderá ser superior a 3 (três) anos.
§ 4o A pessoa jurídica que não incorporar o bem ao ativo
imobilizado, revender o bem antes da conversão da alíquota a 0 (zero), na forma
do § 8o deste artigo, ou não atender às demais condições de
que trata o art. 13 desta Lei fica obrigada a recolher juros e multa de mora,
na forma da lei, contados a partir da data da aquisição ou do registro da
Declaração de Importação – DI, referentes às contribuições não pagas em
decorrência da suspensão de que trata este artigo, na condição:
I - de contribuinte, em relação à Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e à
Cofins-Importação;
II - de responsável, em relação à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins.
§ 5o Na hipótese de não ser efetuado o recolhimento na forma
do § 4o deste artigo, caberá lançamento de ofício, com
aplicação de juros e da multa de que trata o caput do art. 44 da
Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
§ 6o Os juros e multa, de mora ou de ofício, de que trata
este artigo serão exigidos:
I - isoladamente, na hipótese em que o contribuinte não alcançar o percentual
de exportações de que tratam o caput e o § 2o do art. 13
desta Lei;
II - juntamente com as contribuições não pagas, nas hipóteses em que a pessoa
jurídica não incorporar o bem ao ativo imobilizado, revender o bem antes da
conversão da alíquota a 0 (zero), na forma do § 8o deste
artigo, ou desatender as demais condições do art. 13 desta Lei.
§ 7o Nas notas fiscais relativas à venda de que trata o caput
deste artigo deverá constar a expressão "Venda efetuada com suspensão da
exigência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins", com a
especificação do dispositivo legal correspondente.
§ 8o A suspensão de que trata este artigo converte-se em
alíquota 0 (zero) após:
I - cumpridas as condições de que trata o caput do art. 13, observado o prazo a
que se refere o inciso I do § 2o deste artigo;
II - cumpridas as condições de que trata o § 2o do art. 13
desta Lei, observado o prazo a que se refere o inciso II do § 2o
deste artigo;
III - transcorrido o prazo de 18 (dezoito) meses, contado da data da aquisição,
no caso do beneficiário de que trata o inciso II do § 3o do
art. 13 desta Lei.
§ 9o A pessoa jurídica que efetuar o compromisso de que trata
o § 2o do art. 13 desta Lei poderá, ainda, observadas as mesmas
condições ali estabelecidas, utilizar o benefício de suspensão de que trata o art.
40 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004.
§ 10. Na hipótese de não atendimento do percentual de que tratam o caput e o §
2o do art. 13 desta Lei, a multa, de mora ou de ofício, a que
se refere o § 4o deste artigo será aplicada sobre o valor das
contribuições não recolhidas, proporcionalmente à diferença entre o percentual
mínimo de exportações estabelecido e o efetivamente alcançado.
Art. 15. A adesão ao Recap fica condicionada à regularidade fiscal da pessoa
jurídica em relação aos tributos e contribuições administrados pela Receita
Federal do Brasil. (Regulamento)
Art. 16. Os bens beneficiados pela suspensão da exigência de que trata o art.
14 desta Lei serão relacionados em regulamento. (Regulamento)
CAPÍTULO
III
DOS
INCENTIVOS À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Art. 17. A pessoa jurídica poderá usufruir dos seguintes incentivos fiscais: (Vigência)
I - dedução, para efeito de apuração do lucro líquido, de valor correspondente
à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica classificáveis como
despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa
Jurídica - IRPJ ou como pagamento na forma prevista no § 2o
deste artigo;
II - redução de 50% (cinqüenta por cento) do Imposto sobre Produtos
Industrializados - IPI incidente sobre equipamentos, máquinas, aparelhos e
instrumentos, bem como os acessórios sobressalentes e ferramentas que
acompanhem esses bens, destinados à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico;
III - depreciação acelerada, calculada pela aplicação da taxa de depreciação
usualmente admitida, multiplicada por 2 (dois), sem prejuízo da depreciação
normal das máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, novos, destinados
à utilização nas atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de
inovação tecnológica, para efeito de apuração do IRPJ;
IV - amortização acelerada, mediante dedução como custo ou despesa operacional,
no período de apuração em que forem efetuados, dos dispêndios relativos à
aquisição de bens intangíveis, vinculados exclusivamente às atividades de
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis
no ativo diferido do beneficiário, para efeito de apuração do IRPJ;
V - crédito do imposto sobre a renda retido na fonte incidente sobre os valores
pagos, remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no
exterior, a título de royalties, de assistência técnica ou científica e de
serviços especializados, previstos em contratos de transferência de tecnologia
averbados ou registrados nos termos da Lei no
9.279, de 14 de maio de 1996, nos seguintes percentuais:
a) 20% (vinte por cento), relativamente aos períodos de apuração encerrados a
partir de 1o de janeiro de 2006 até 31 de dezembro de 2008;
b) 10% (dez por cento), relativamente aos períodos de apuração encerrados a
partir de 1o de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2013;
VI - redução a 0 (zero) da alíquota do imposto de renda retido na fonte nas
remessas efetuadas para o exterior destinadas ao registro e manutenção de
marcas, patentes e cultivares.
§ 1o Considera-se inovação tecnológica a concepção de novo
produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas
funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique
melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade,
resultando maior competitividade no mercado.
§ 2o O disposto no inciso I do caput deste artigo aplica-se
também aos dispêndios com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica contratados no País com universidade, instituição de pesquisa ou
inventor independente de que trata o inciso
IX do art. 2o da Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004,
desde que a pessoa jurídica que efetuou o dispêndio fique com a
responsabilidade, o risco empresarial, a gestão e o controle da utilização dos
resultados dos dispêndios.
§ 3o Na hipótese de dispêndios com assistência técnica,
científica ou assemelhados e de royalties por patentes industriais pagos a
pessoa física ou jurídica no exterior, a dedutibilidade fica condicionada à
observância do disposto nos arts. 52
e 71 da
Lei no 4.506, de 30 de novembro de 1964.
§ 4o Na apuração dos dispêndios realizados com pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, não serão computados os
montantes alocados como recursos não reembolsáveis por órgãos e entidades do
Poder Público.
§ 5o O benefício a que se refere o inciso V do caput deste
artigo somente poderá ser usufruído por pessoa jurídica que assuma o
compromisso de realizar dispêndios em pesquisa no País, em montante equivalente
a, no mínimo:
I - uma vez e meia o valor do benefício, para pessoas jurídicas nas áreas de
atuação das extintas Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - Sudene e
Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia - Sudam;
II - o dobro do valor do benefício, nas demais regiões.
§ 6o A dedução de que trata o inciso I do caput deste artigo
aplica-se para efeito de apuração da base de cálculo da Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido - CSLL.
§ 7o A pessoa jurídica beneficiária dos incentivos de que
trata este artigo fica obrigada a prestar, em meio eletrônico, informações
sobre os programas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, na
forma estabelecida em regulamento.
§ 8o A quota de depreciação acelerada de que trata o inciso
III do caput deste artigo constituirá exclusão do lucro líquido para fins de
determinação do lucro real e será controlada em livro fiscal de apuração do
lucro real.
§ 9o O total da depreciação acumulada, incluindo a contábil e
a acelerada, não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem.
§ 10. A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata
o § 9o deste artigo, o valor da depreciação registrado na
escrituração comercial deverá ser adicionado ao lucro líquido para efeito de
determinação do lucro real.
Art. 18. Poderão ser deduzidas como despesas operacionais, na forma do inciso I
do caput do art. 17 desta Lei e de seu § 6o, as importâncias
transferidas a microempresas e empresas de pequeno porte de que trata a Lei no
9.841, de 5 de outubro de 1999, destinadas à execução de pesquisa
tecnológica e de desenvolvimento de inovação tecnológica de interesse e por
conta e ordem da pessoa jurídica que promoveu a transferência, ainda que a
pessoa jurídica recebedora dessas importâncias venha a ter participação no
resultado econômico do produto resultante. (Vigência)
§ 1o O disposto neste artigo aplica-se às transferências de
recursos efetuadas para inventor independente de que trata o inciso
IX do art. 2o da Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004.
§ 2o Não constituem receita das microempresas e empresas de
pequeno porte, nem rendimento do inventor independente, as importâncias
recebidas na forma do caput deste artigo, desde que utilizadas integralmente na
realização da pesquisa ou desenvolvimento de inovação tecnológica.
§ 3o Na hipótese do § 2o deste artigo, para
as microempresas e empresas de pequeno porte de que trata o caput deste artigo
que apuram o imposto de renda com base no lucro real, os dispêndios efetuados
com a execução de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica não serão dedutíveis na apuração do lucro real e da base de cálculo
da CSLL.
Art. 19. Sem prejuízo do disposto no art. 17 desta Lei, a partir do
ano-calendário de 2006, a pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, na
determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL, o valor correspondente
a até 60% (sessenta por cento) da soma dos dispêndios realizados no período de
apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica,
classificáveis como despesa pela legislação do IRPJ, na forma do inciso I do
caput do art. 17 desta Lei. (Vigência)
§ 1o A exclusão de que trata o caput deste artigo poderá
chegar a até 80% (oitenta por cento) dos dispêndios em função do número de
empregados pesquisadores contratados pela pessoa jurídica, na forma a ser
definida em regulamento.
§ 2o Na hipótese de pessoa jurídica que se dedica
exclusivamente à pesquisa e desenvolvimento tecnológico, poderão também ser
considerados, na forma do regulamento, os sócios que exerçam atividade de
pesquisa.
§ 3o Sem prejuízo do disposto no caput e no § 1o
deste artigo, a pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, na
determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL, o valor correspondente
a até 20% (vinte por cento) da soma dos dispêndios ou pagamentos vinculados à
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica objeto de
patente concedida ou cultivar registrado.
§ 4o Para fins do disposto no § 3o deste
artigo, os dispêndios e pagamentos serão registrados em livro fiscal de
apuração do lucro real e excluídos no período de apuração da concessão da
patente ou do registro do cultivar.
§ 5o A exclusão de que trata este artigo fica limitada ao
valor do lucro real e da base de cálculo da CSLL antes da própria exclusão,
vedado o aproveitamento de eventual excesso em período de apuração posterior.
§ 6o O disposto no § 5o deste artigo não se
aplica à pessoa jurídica referida no § 2o deste artigo.
Art. 20. Para fins do disposto neste Capítulo, os valores relativos aos
dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos,
máquinas e equipamentos, destinados à utilização em projetos de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico, metrologia, normalização técnica e avaliação da
conformidade, aplicáveis a produtos, processos, sistemas e pessoal,
procedimentos de autorização de registros, licenças, homologações e suas formas
correlatas, bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade
intelectual, poderão ser depreciados ou amortizados na forma da legislação
vigente, podendo o saldo não depreciado ou não amortizado ser excluído na
determinação do lucro real, no período de apuração em que for concluída sua
utilização. (Vigência)
§ 1o O valor do saldo excluído na forma do caput deste artigo
deverá ser controlado em livro fiscal de apuração do lucro real e será
adicionado, na determinação do lucro real, em cada período de apuração
posterior, pelo valor da depreciação ou amortização normal que venha a ser
contabilizada como despesa operacional.
§ 2o A pessoa jurídica beneficiária de depreciação ou
amortização acelerada nos termos dos incisos III e IV do caput do art. 17 desta
Lei não poderá utilizar-se do benefício de que trata o caput deste artigo
relativamente aos mesmos ativos.
§ 3o A depreciação ou amortização acelerada de que tratam os
incisos III e IV do caput do art. 17 desta Lei bem como a exclusão do saldo não
depreciado ou não amortizado na forma do caput deste artigo não se aplicam para
efeito de apuração da base de cálculo da CSLL.
Art. 21. A União, por intermédio das agências de fomento de ciências e
tecnologia, poderá subvencionar o valor da remuneração de pesquisadores,
titulados como mestres ou doutores, empregados em atividades de inovação
tecnológica em empresas localizadas no território brasileiro, na forma do
regulamento. (Vigência)
Parágrafo único. O valor da subvenção de que trata o caput deste artigo será
de:
I - até 60% (sessenta por cento) para as pessoas jurídicas nas áreas de atuação
das extintas Sudene e Sudam;
II - até 40% (quarenta por cento), nas demais regiões.
Art. 22. Os dispêndios e pagamentos de que tratam os arts. 17 a 20 desta
Lei: (Vigência)
I - serão controlados contabilmente em contas específicas; e
II - somente poderão ser deduzidos se pagos a pessoas físicas ou jurídicas
residentes e domiciliadas no País, ressalvados os mencionados nos incisos V e
VI do caput do art. 17 desta Lei.
Art. 23. O gozo dos benefícios fiscais e da subvenção de que tratam os arts. 17
a 21 desta Lei fica condicionado à comprovação da regularidade fiscal da pessoa
jurídica. (Vigência)
Art. 24. O descumprimento de qualquer obrigação assumida para obtenção dos
incentivos de que tratam os arts. 17 a 22 desta Lei bem como a utilização
indevida dos incentivos fiscais neles referidos implicam perda do direito aos
incentivos ainda não utilizados e o recolhimento do valor correspondente aos
tributos não pagos em decorrência dos incentivos já utilizados, acrescidos de
juros e multa, de mora ou de ofício, previstos na legislação tributária, sem
prejuízo das sanções penais cabíveis. (Vigência)
Art. 25. Os Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial - PDTI e
Programas de Desenvolvimento Tecnológico Agropecuário - PDTA e os projetos
aprovados até 31 de dezembro de 2005 ficarão regidos pela legislação em vigor
na data da publicação da Medida
Provisória no 252, de 15 de junho de 2005, autorizada a migração
para o regime previsto nesta Lei, conforme disciplinado em regulamento. (Vigência)
Art. 26. O disposto neste Capítulo não se aplica às pessoas jurídicas que
utilizarem os benefícios de que tratam as Leis nos 8.248, de 23 de
outubro de 1991, 8.387, de 30 de
dezembro de 1991, e 10.176,
de 11 de janeiro de 2001, observado o art. 27 desta Lei. (Vigência)
Art. 27. (VETADO)
CAPÍTULO
IV
DO
PROGRAMA DE INCLUSÃO DIGITAL
Art. 28. Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o
PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta de venda a varejo: (Vide
Decreto nº 4.542, de 2002)
I - de unidades de processamento digital classificadas no código 8471.50.10 da
Tabela de Incidência do IPI - TIPI;
II - de máquinas automáticas para processamento de dados, digitais, portáteis,
de peso inferior a 3,5Kg (três quilos e meio), com tela (écran) de área
superior a 140cm2 (cento e quarenta centímetros quadrados),
classificadas nos códigos 8471.30.12, 8471.30.19 ou 8471.30.90 da Tipi;
III - de máquinas automáticas de processamento de dados, apresentadas sob a
forma de sistemas, do código 8471.49 da Tipi,
contendo exclusivamente 1 (uma) unidade de processamento digital, 1 (uma)
unidade de saída por vídeo (monitor), 1 (um) teclado (unidade de entrada), 1
(um) mouse (unidade de entrada), classificados, respectivamente, nos códigos
8471.50.10, 8471.60.7, 8471.60.52 e 8471.60.53 da Tipi;
IV - de teclado (unidade de entrada) e de mouse (unidade de entrada)
classificados, respectivamente, nos códigos 8471.60.52 e 8471.60.53 da Tipi,
quando acompanharem a unidade de processamento digital classificada no código
8471.50.10 da Tipi.
§ 1o Os produtos de que trata este artigo atenderão aos
termos e condições estabelecidos em regulamento, inclusive quanto ao valor e
especificações técnicas.
§ 2o O disposto neste artigo aplica-se também às aquisições
realizadas por pessoas jurídicas de direito privado ou por órgãos e entidades
da Administração Pública Federal, Estadual ou Municipal e do Distrito Federal,
direta ou indireta, às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público e às
demais organizações sob o controle direto ou indireto da União, dos Estados,
dos Municípios ou do Distrito Federal.
§ 3o O disposto no caput deste artigo aplica-se igualmente
nas vendas efetuadas às sociedades de arrendamento mercantil leasing.
Art. 29. Nas vendas efetuadas na forma do art. 28 desta Lei não se aplica a
retenção na fonte da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins a que se referem
o art. 64
da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e o art.
34 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003.
Art. 30. As disposições dos arts. 28 e 29 desta Lei:
I - não se aplicam às vendas efetuadas por empresas optantes pelo Simples;
II - aplicam-se às vendas efetuadas até 31 de dezembro de 2009.
CAPÍTULO
V
DOS
INCENTIVOS ÀS MICRORREGIÕES NAS ÁREAS DE ATUAÇÃO DAS EXTINTAS SUDENE E SUDAM
Art. 31. Sem prejuízo das demais normas em vigor aplicáveis à matéria, para
bens adquiridos a partir do ano-calendário de 2006 e até 31 de dezembro de
2013, as pessoas jurídicas que tenham projeto aprovado para instalação,
ampliação, modernização ou diversificação enquadrado em setores da economia
considerados prioritários para o desenvolvimento regional, em microrregiões
menos desenvolvidas localizadas nas áreas de atuação das extintas Sudene e
Sudam, terão direito: (Vigência)
I - à depreciação acelerada incentivada, para efeito de cálculo do imposto
sobre a renda;
II - ao desconto, no prazo de 12 (doze) meses contado da aquisição, dos
créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins de que tratam o inciso
III do § 1o do art. 3o da Lei no 10.637, de 30
de dezembro de 2002, o inciso
III do § 1o do art. 3o da Lei no 10.833, de 29
de dezembro de 2003, e o §
4o do art. 15 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004,
na hipótese de aquisição de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos,
novos, relacionados em regulamento, destinados à incorporação ao seu ativo
imobilizado.
§ 1o As microrregiões alcançadas bem como os limites e
condições para fruição do benefício referido neste artigo serão definidos em
regulamento.
§ 2o A fruição desse benefício fica condicionada à fruição do
benefício de que trata o art. 1o
da Medida Provisória no 2.199-14, de 24 de agosto de 2001.
§ 3o A depreciação acelerada incentivada de que trata o caput
deste artigo consiste na depreciação integral, no próprio ano da aquisição.
§ 4o A quota de depreciação acelerada, correspondente ao
benefício, constituirá exclusão do lucro líquido para fins de determinação do
lucro real e será escriturada no livro fiscal de apuração do lucro real.
§ 5o O total da depreciação acumulada, incluindo a normal e a
acelerada, não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem.
§ 6o A partir do período de apuração em que for atingido o
limite de que trata o § 5o deste artigo, o valor da
depreciação normal, registrado na escrituração comercial, será adicionado ao
lucro líquido para efeito de determinação do lucro real.
§ 7o Os créditos de que trata o inciso II do caput deste
artigo serão apurados mediante a aplicação, a cada mês, das alíquotas referidas
no caput do art. 2o
da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e no caput do art. 2o
da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, sobre o valor
correspondente a 1/12 (um doze avos) do custo de aquisição do bem.
§ 8o Salvo autorização expressa em lei, os benefícios fiscais
de que trata este artigo não poderão ser usufruídos cumulativamente com outros
de mesma natureza.
Art. 32. O art. 1o da Medida Provisória no
2.199-14, de 24 de agosto de 2001, passa a vigorar com a seguinte
redação: (Vigência)
"Art. 1o
Sem prejuízo das demais normas em vigor aplicáveis à matéria, a partir do
ano-calendário de 2000, as pessoas jurídicas que tenham projeto protocolizado e
aprovado até 31 de dezembro de 2013 para instalação, ampliação, modernização ou
diversificação enquadrado em setores da economia considerados, em ato do Poder
Executivo, prioritários para o desenvolvimento regional, nas áreas de atuação
das extintas Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - Sudene e
Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia - Sudam, terão direito à
redução de 75% (setenta e cinco por cento) do imposto sobre a renda e
adicionais, calculados com base no lucro da exploração.
§ 1o A
fruição do benefício fiscal referido no caput deste artigo dar-se-á a partir do
ano-calendário subseqüente àquele em que o projeto de instalação, ampliação,
modernização ou diversificação entrar em operação, segundo laudo expedido pelo
Ministério da Integração Nacional até o último dia útil do mês de março do
ano-calendário subseqüente ao do início da operação.
........................................................................................
§ 3o
O prazo de fruição do benefício fiscal será de 10 (dez) anos, contado a partir
do ano-calendário de início de sua fruição.
........................................................................................"
(NR)
CAPÍTULO
VI
DO
SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E
DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Art. 33. Os arts. 2o e
15 da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, passam a
vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 2o
........................................................................................
I -
microempresa a pessoa jurídica que tenha auferido, no ano-calendário, receita
bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais);
II -
empresa de pequeno porte a pessoa jurídica que tenha auferido, no
ano-calendário, receita bruta superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil
reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais).
........................................................................................"
(NR)
"Art. 15.
........................................................................................
........................................................................................
II - a
partir do mês subseqüente ao que for incorrida a situação excludente, nas
hipóteses de que tratam os incisos III a XIV e XVII a XIX do caput do art. 9o
desta Lei;
........................................................................................
VI - a
partir do ano-calendário subseqüente ao da ciência do ato declaratório de
exclusão, nos casos dos incisos XV e XVI do caput do art. 9o
desta Lei.
........................................................................................
§ 5o
Na hipótese do inciso VI do caput deste artigo, será permitida a permanência da
pessoa jurídica como optante pelo Simples mediante a comprovação, na unidade da
Receita Federal do Brasil com jurisdição sobre o seu domicílio fiscal, da quitação
do débito inscrito no prazo de até 30 (trinta) dias contado a partir da ciência
do ato declaratório de exclusão." (NR)
CAPÍTULO
VII
DO
IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA - IRPJ E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O
LUCRO LÍQUIDO - CSLL
Art. 34. Os arts. 15 e 20 da Lei no
9.249, de 26 de dezembro de 1995, passam a vigorar com a seguinte
redação: (Vigência)
"Art. 15.
........................................................................................
........................................................................................
§ 4o
O percentual de que trata este artigo também será aplicado sobre a receita
financeira da pessoa jurídica que explore atividades imobiliárias relativas a
loteamento de terrenos, incorporação imobiliária, construção de prédios
destinados à venda, bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para
a revenda, quando decorrente da comercialização de imóveis e for apurada por
meio de índices ou coeficientes previstos em contrato." (NR)
"Art. 20.
........................................................................................
§ 1o
A pessoa jurídica submetida ao lucro presumido poderá, excepcionalmente, em
relação ao 4o (quarto) trimestre-calendário de 2003, optar
pelo lucro real, sendo definitiva a tributação pelo lucro presumido relativa
aos 3 (três) primeiros trimestres.
§ 2o O
percentual de que trata o caput deste artigo também será aplicado sobre a
receita financeira de que trata o § 4o do art. 15 desta
Lei." (NR)
Art. 35.
O caput do art. 1o da Lei no 11.051, de 29
de dezembro de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art.
1o As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real
poderão utilizar crédito relativo à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido -
CSLL, à razão de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a depreciação contábil de
máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, relacionados em
regulamento, adquiridos entre 1o de outubro de 2004 e 31 de
dezembro de 2006, destinados ao ativo imobilizado e empregados em processo
industrial do adquirente.
........................................................................................"
(NR)
Art. 36.
Fica o Ministro da Fazenda autorizado a instituir, por prazo certo, mecanismo
de ajuste para fins de determinação de preços de transferência, relativamente
ao que dispõe o caput do art. 19 da
Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como aos métodos de
cálculo que especificar, aplicáveis à exportação, de forma a reduzir impactos
relativos à apreciação da moeda nacional em relação a outras moedas.
Parágrafo único. O Secretário-Geral da Receita Federal do Brasil poderá
determinar a aplicação do mecanismo de ajuste de que trata o caput deste artigo
às hipóteses referidas no art.
45 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003.
Art. 37.
A diferença entre o valor do encargo decorrente das taxas anuais de depreciação
fixadas pela Receita Federal do Brasil e o valor do encargo contabilizado
decorrente das taxas anuais de depreciação fixadas pela legislação específica
aplicável aos bens do ativo imobilizado, exceto terrenos, adquiridos ou
construídos por empresas concessionárias, permissionárias e autorizadas de
geração de energia elétrica, poderá ser excluída do lucro líquido para a
apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. (Vigência)
§ 1o
O disposto no caput deste artigo aplica-se somente aos bens novos adquiridos ou
construídos a partir da data da publicação desta Lei até 31 de dezembro de
2013.
§ 2o
A diferença entre os valores dos encargos de que trata o caput deste artigo
será controlada no livro fiscal destinado à apuração do lucro real.
§ 3o
O total da depreciação acumulada, incluindo a contábil e a fiscal, não poderá
ultrapassar o custo do bem depreciado.
§ 4o
A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata o § 3o
deste artigo, o valor da depreciação registrado na escrituração comercial será
adicionado ao lucro líquido, para efeito da determinação do lucro real e da
base de cálculo da CSLL, com a concomitante baixa na conta de controle do livro
fiscal de apuração do lucro real.
§ 5o
O disposto neste artigo produz apenas efeitos fiscais, não altera as
atribuições e competências fixadas na legislação para a atuação da Agência
Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e não poderá repercutir, direta ou indiretamente,
no aumento de preços e tarifas de energia elétrica.
CAPÍTULO
VIII
DO
IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA – IRPF
Art. 38.
O art. 22
da Lei no 9.250, de 26 de dezembro de 1995, passa a vigorar com
a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 22. Fica
isento do imposto de renda o ganho de capital auferido na alienação de bens e
direitos de pequeno valor, cujo preço unitário de alienação, no mês em que esta
se realizar, seja igual ou inferior a:
I - R$ 20.000,00 (vinte mil
reais), no caso de alienação de ações negociadas no mercado de balcão;
II - R$ 35.000,00 (trinta e
cinco mil reais), nos demais casos.
........................................................................................"
(NR)
Art.
39. Fica isento do imposto de renda o ganho auferido por pessoa física
residente no País na venda de imóveis residenciais, desde que o alienante, no
prazo de 180 (cento e oitenta) dias contado da celebração do contrato, aplique
o produto da venda na aquisição de imóveis residenciais localizados no
País. (Vigência)
§ 1o
No caso de venda de mais de 1 (um) imóvel, o prazo referido neste artigo será
contado a partir da data de celebração do contrato relativo à 1a
(primeira) operação.
§ 2o
A aplicação parcial do produto da venda implicará tributação do ganho
proporcionalmente ao valor da parcela não aplicada.
§ 3o
No caso de aquisição de mais de um imóvel, a isenção de que trata este artigo
aplicar-se-á ao ganho de capital correspondente apenas à parcela empregada na
aquisição de imóveis residenciais.
§ 4o
A inobservância das condições estabelecidas neste artigo importará em exigência
do imposto com base no ganho de capital, acrescido de:
I -
juros de mora, calculados a partir do 2o (segundo) mês
subseqüente ao do recebimento do valor ou de parcela do valor do imóvel
vendido; e
II -
multa, de mora ou de ofício, calculada a partir do 2o
(segundo) mês seguinte ao do recebimento do valor ou de parcela do valor do imóvel
vendido, se o imposto não for pago até 30 (trinta) dias após o prazo de que
trata o caput deste artigo.
§ 5o
O contribuinte somente poderá usufruir do benefício de que trata este artigo 1
(uma) vez a cada 5 (cinco) anos.
Art. 40.
Para a apuração da base de cálculo do imposto sobre a renda incidente sobre o
ganho de capital por ocasião da alienação, a qualquer título, de bens imóveis
realizada por pessoa física residente no País, serão aplicados fatores de
redução (FR1 e FR2) do ganho de capital apurado. (Vigência)
§ 1o
A base de cálculo do imposto corresponderá à multiplicação do ganho de capital
pelos fatores de redução, que serão determinados pelas seguintes fórmulas:
I - FR1
= 1/1,0060m1, onde "m1" corresponde ao número de
meses-calendário ou fração decorridos entre a data de aquisição do imóvel e o
mês da publicação desta Lei, inclusive na hipótese de a alienação ocorrer no
referido mês;
II - FR2
= 1/1,0035m2, onde "m2" corresponde ao número de
meses-calendário ou fração decorridos entre o mês seguinte ao da publicação
desta Lei ou o mês da aquisição do imóvel, se posterior, e o de sua alienação.
§ 2o
Na hipótese de imóveis adquiridos até 31 de dezembro de 1995, o fator de
redução de que trata o inciso I do § 1o deste artigo será
aplicado a partir de 1o de janeiro de 1996, sem prejuízo do
disposto no art.
18 da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988.
CAPÍTULO
IX
DA
CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E DA COFINS
Art. 41.
O § 8o do art. 3o da Lei no
9.718, de 27 de novembro de 1998, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso
III: (Vigência)
"Art. 3o
........................................................................................
........................................................................................
§ 8o
........................................................................................
........................................................................................
III -
agrícolas, conforme ato do Conselho Monetário Nacional.
........................................................................................"
(NR)
Art. 42.
O art. 3o da Lei no 10.485, de 3 de julho
de 2002, passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 3o
........................................................................................
........................................................................................
§ 3o
Estão sujeitos à retenção na fonte da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins
os pagamentos referentes à aquisição de autopeças constantes dos Anexos I e II
desta Lei, exceto pneumáticos, quando efetuados por pessoa jurídica fabricante:
I - de peças, componentes ou
conjuntos destinados aos produtos relacionados no art. 1o
desta Lei;
II - de produtos relacionados
no art. 1o desta Lei.
§ 4o
O valor a ser retido na forma do § 3o deste artigo constitui
antecipação das contribuições devidas pelas pessoas jurídicas fornecedoras e
será determinado mediante a aplicação, sobre a importância a pagar, do
percentual de 0,1% (um décimo por cento) para a Contribuição para o PIS/Pasep e
0,5% (cinco décimos por cento) para a Cofins.
§ 5o
O valor retido na quinzena deverá ser recolhido até o último dia útil da
quinzena subseqüente àquela em que tiver ocorrido o pagamento.
........................................................................................
§ 7o
A retenção na fonte de que trata o § 3o deste artigo:
I - não se aplica no caso de
pagamento efetuado a pessoa jurídica optante pelo Sistema Integrado de
Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de
Pequeno Porte - Simples e a comerciante atacadista ou varejista;
II - alcança também os
pagamentos efetuados por serviço de industrialização no caso de
industrialização por encomenda." (NR)
Art. 43. Os arts. 2o, 3o, 10 e 15
da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, passam a vigorar
com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 2o
........................................................................................
........................................................................................
§ 3o
Fica o Poder Executivo autorizado a reduzir a 0 (zero) e a restabelecer a
alíquota incidente sobre receita bruta decorrente da venda de produtos químicos
e farmacêuticos, classificados nos Capítulos 29 e 30, sobre produtos destinados
ao uso em hospitais, clínicas e consultórios médicos e odontológicos, campanhas
de saúde realizadas pelo Poder Público, laboratório de anatomia patológica,
citológica ou de análises clínicas, classificados nas posições 30.02, 30.06,
39.26, 40.15 e 90.18, e sobre sêmens e embriões da posição 05.11, todos da Tipi.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 3o
........................................................................................
........................................................................................
VI
- máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado,
adquiridos ou fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na
produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços;
........................................................................................
§ 21.
Não integram o valor das máquinas, equipamentos e outros bens fabricados para
incorporação ao ativo imobilizado na forma do inciso VI do caput deste artigo
os custos de que tratam os incisos do § 2o deste
artigo." (NR)
"Art. 10.
........................................................................................
........................................................................................
XXVI
- as receitas relativas às atividades de revenda de imóveis, desmembramento ou
loteamento de terrenos, incorporação imobiliária e construção de prédio
destinado à venda, quando decorrentes de contratos de longo prazo firmados
antes de 31 de outubro de 2003;
XXVII – (VETADO)
........................................................................................"
(NR)
"Art. 15. ........................................................................................
........................................................................................
V
- nos incisos VI, IX a XXVII do caput e nos §§ 1o e 2o
do art. 10 desta Lei;
........................................................................................"
(NR)
Art. 44. Os arts. 7o, 8o, 15, 28
e 40 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004, passam a
vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 7o
........................................................................................
........................................................................................
§
5o Para efeito do disposto no § 4o deste
artigo, não se inclui a parcela a que se refere a alínea e do inciso V do art.
13 da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de
1996." (NR)
"Art. 8o
........................................................................................
........................................................................................
§ 11.
........................................................................................
........................................................................................
II
- produtos destinados ao uso em hospitais, clínicas e consultórios
médicos e odontológicos, campanhas de saúde realizadas pelo Poder Público e laboratórios
de anatomia patológica, citológica ou de análises clínicas, classificados nas
posições 30.02, 30.06, 39.26, 40.15 e 90.18 da NCM.
§ 12.
........................................................................................
........................................................................................
XIII
- preparações compostas não alcoólicas, classificadas no código
2106.90.10 Ex 01 da Tipi,
destinadas à elaboração de bebidas pelas pessoas jurídicas industriais dos
produtos referidos no art. 49 da Lei no 10.833, de 29 de
dezembro de 2003.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 15.
........................................................................................
........................................................................................
V
- máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado,
adquiridos para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens
destinados à venda ou na prestação de serviços.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 28.
........................................................................................
........................................................................................
VII
- preparações compostas não alcoólicas, classificadas no código 2106.90.10
Ex 01 da Tipi,
destinadas à elaboração de bebidas pelas pessoas jurídicas industriais dos
produtos referidos no art. 49 da Lei no 10.833, de 29 de
dezembro de 2003.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 40.
........................................................................................
§
1o Para fins do disposto no caput deste artigo, considera-se
pessoa jurídica preponderantemente exportadora aquela cuja receita bruta
decorrente de exportação para o exterior, no ano-calendário imediatamente
anterior ao da aquisição, houver sido igual ou superior a 80% (oitenta por
cento) de sua receita bruta total de venda de bens e serviços no mesmo período,
após excluídos os impostos e contribuições incidentes sobre a venda.
........................................................................................"
(NR)
Art. 45.
O art. 3o da Lei no 10.637, de 30 de
dezembro de 2002, passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 3o
........................................................................................
........................................................................................
VI
- máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos
ou fabricados para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens
destinados à venda ou na prestação de serviços.
........................................................................................
§ 13.
Não integram o valor das máquinas, equipamentos e outros bens fabricados para
incorporação ao ativo imobilizado na forma do inciso VI do caput deste artigo
os custos de que tratam os incisos do § 2o deste
artigo." (NR)
Art. 46. Os arts. 2o, 10 e 30 da Lei no
11.051, de 29 de dezembro de 2004, passam a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 2o
(VETADO)
§ 1o (VETADO)
§
2o O disposto neste artigo aplica-se às aquisições efetuadas
após 1o de outubro de 2004." (NR)
"Art. 10.
........................................................................................
........................................................................................
III
- para autopeças relacionadas nos Anexos I e II da Lei no
10.485, de 3 de julho de 2002:
a) no inciso I do art. 3o
da Lei no 10.485, de 3 julho de 2002, no caso de venda para
as pessoas jurídicas nele relacionadas; ou
b) no inciso II do art. 3o
da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, no caso de venda
para as pessoas jurídicas nele relacionadas;
........................................................................................
§
2o A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidirão sobre a
receita bruta auferida pela pessoa jurídica executora da encomenda às alíquotas
de 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) e de 7,6% (sete
inteiros e seis décimos por cento), respectivamente.
§ 3o Para os
efeitos deste artigo, aplicam-se os conceitos de industrialização por encomenda
do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI." (NR)
"Art.
30. As sociedades cooperativas de crédito e de transporte rodoviário de
cargas, na apuração dos valores devidos a título de Cofins e PIS-faturamento,
poderão excluir da base de cálculo os ingressos decorrentes do ato cooperativo,
aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 15 da Medida Provisória no
2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e demais normas relativas às cooperativas de
produção agropecuária e de infra-estrutura." (NR)
Art. 47.
Fica vedada a utilização do crédito de que tratam o inciso II do caput do art. 3o
da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e o inciso
II do caput do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de
dezembro de 2003, nas aquisições de desperdícios, resíduos ou aparas de
plástico, de papel ou cartão, de vidro, de ferro ou aço, de cobre, de níquel,
de alumínio, de chumbo, de zinco e de estanho, classificados respectivamente
nas posições 39.15, 47.07, 70.01, 72.04, 74.04, 75.03, 76.02, 78.02, 79.02 e
80.02 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI,
e demais desperdícios e resíduos metálicos do Capítulo 81 da Tipi.
(Vigência)
Art. 48.
A incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins fica suspensa no caso
de venda de desperdícios, resíduos ou aparas de que trata o art. 47 desta Lei,
para pessoa jurídica que apure o imposto de renda com base no lucro real. (Vigência)
Parágrafo único. A suspensão de que trata o caput deste artigo não se aplica às
vendas efetuadas por pessoa jurídica optante pelo Simples.
Art. 49.
Fica suspensa a exigência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins
incidentes sobre a receita auferida por fabricante na venda a empresa sediada
no exterior para entrega em território nacional de material de embalagem a ser
totalmente utilizado no acondicionamento de mercadoria destinada à exportação
para o exterior.
§ 1o
A suspensão de que trata o caput deste artigo converte-se em alíquota 0 (zero)
após a exportação da mercadoria acondicionada.
§ 2o
Nas notas fiscais relativas às vendas com suspensão de que trata o caput deste
artigo deverá constar a expressão "Saída com suspensão da exigência da
Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins", com a especificação do
dispositivo legal correspondente.
§ 3o O
benefício de que trata este artigo somente poderá ser usufruído após atendidos
os termos e condições estabelecidos em regulamento do Poder Executivo.
§ 4o
A pessoa jurídica que, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data
em que se realizou a operação de venda, não houver efetuado a exportação para o
exterior das mercadorias acondicionadas com o material de embalagem recebido
com suspensão da exigência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins fica
obrigada ao recolhimento dessas contribuições, acrescidas de juros e multa de
mora, na forma da lei, contados a partir da referida data de venda, na condição
de responsável.
§ 5o
Na hipótese de não ser efetuado o recolhimento na forma do § 4o
deste artigo, caberá lançamento de ofício, com aplicação de juros e da multa de
que trata o caput
do art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
§ 6o
Nas hipóteses de que tratam os §§ 4o e 5o
deste artigo, a pessoa jurídica fabricante do material de embalagem será
responsável solidária com a pessoa jurídica destinatária desses produtos pelo
pagamento das contribuições devidas e respectivos acréscimos legais.
Art. 50.
A suspensão de que trata o §
1o do art. 14 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004,
aplica-se também nas importações de máquinas, aparelhos, instrumentos e
equipamentos, novos, para incorporação ao ativo imobilizado da pessoa jurídica
importadora.
§ 1o
A suspensão de que trata o caput deste artigo converte-se em alíquota 0 (zero)
após decorridos 18 (dezoito) meses da incorporação do bem ao ativo imobilizado
da pessoa jurídica importadora.
§ 2o
A pessoa jurídica importadora que não incorporar o bem ao seu ativo imobilizado
ou revender o bem antes do prazo de que trata o § 1o deste
artigo recolherá a Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e a
Cofins-Importação, acrescidas de juros e multa de mora, na forma da lei,
contados a partir do registro da Declaração de Importação.
§ 3o
Na hipótese de não ser efetuado o recolhimento na forma do § 2o
deste artigo, caberá lançamento de ofício das contribuições, acrescidas de
juros e da multa de que trata o caput do art.
44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
§ 4o
As máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos beneficiados pela suspensão
da exigência das contribuições na forma deste artigo serão relacionados em
regulamento.
Art. 51.
O caput do art. 1o da Lei no 10.925, de 23
de julho de 2004, passa a vigorar acrescido dos seguintes incisos: (Vigência)
"Art. 1o
........................................................................................
........................................................................................
XI
- leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado,
e leite em pó, integral ou desnatado, destinados ao consumo humano;
XII - queijos tipo mussarela,
minas, prato, queijo de coalho, ricota e requeijão.
........................................................................................"
(NR)
Art. 52.
Fica instituído Regime Aduaneiro Especial de Importação de embalagens referidas
na alínea
b do inciso II do caput do art. 51 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro
de 2003, que permite a apuração da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação
e da Cofins-Importação utilizando-se as alíquotas previstas:
I - na alínea
b do inciso II do caput do art. 51 da Lei no 10.833, de 29 de
dezembro de 2003,, no caso de importação de embalagens destinadas ao
envasamento de água e refrigerante;
II - nos
incisos
I e II
do caput do art. 8o da Lei no 10.865, de 30 de abril de
2004, no caso de importação de embalagens destinadas ao envasamento de
outros produtos.
Parágrafo único. O Poder Executivo disciplinará, em regulamento, as condições
necessárias para a habilitação ao regime de que trata o caput deste artigo.
Art. 53.
Somente poderá habilitar-se ao regime de que trata o art. 52 desta Lei a pessoa
jurídica comercial que importe as embalagens nele referidas para revendê-las
diretamente a pessoa jurídica industrial.
Parágrafo único. A pessoa jurídica industrial será responsável solidária com a
pessoa jurídica comercial importadora com relação ao pagamento da Contribuição
para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação.
Art. 54.
Se no registro da Declaração de Importação - DI a pessoa jurídica comercial
importadora, habilitada ao regime de que trata o art. 52 desta Lei, desconhecer
a destinação das embalagens, o recolhimento da Contribuição para o
PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação será realizado por estimativa tendo
por base as vendas do último trimestre-calendário.
§ 1o
Ocorrendo recolhimento a menor da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da
Cofins-Importação, em função da destinação dada às embalagens após sua
importação, a diferença, no período de apuração em que se verificar, será
recolhida ao Tesouro Nacional com o acréscimo de juros de mora e multa, de mora
ou de ofício, calculados desde a data do registro da Declaração de Importação -
DI.
§ 2o
Se, durante o ano-calendário, em função da estimativa, por 2 (dois) períodos de
apuração consecutivos ou 3 (três) alternados, ocorrer recolhimento a menor da
Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação superior a 20%
(vinte por cento) do valor devido, a pessoa jurídica comercial importadora será
excluída do regime.
Art. 55.
A venda ou a importação de máquinas e equipamentos utilizados na fabricação de
papéis destinados à impressão de jornais ou de papéis classificados nos códigos
4801.00.10, 4801.00.90, 4802.61.91, 4802.61.99, 4810.19.89 e 4810.22.90, todos
da Tipi,
destinados à impressão de periódicos, serão efetuadas com suspensão da
exigência:
I - da
Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta da
venda no mercado interno, quando os referidos bens forem adquiridos por pessoa
jurídica industrial para incorporação ao seu ativo imobilizado; ou
II - da
Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação, quando os
referidos bens forem importados diretamente por pessoa jurídica industrial para
incorporação ao seu ativo imobilizado.
§ 1o
O benefício da suspensão de que trata este artigo:
I -
aplica-se somente no caso de aquisições ou importações efetuadas por pessoa
jurídica que auferir, com a venda dos papéis referidos no caput deste artigo,
valor igual ou superior a 80% (oitenta por cento) da sua receita bruta de venda
total de papéis;
II - não
se aplica no caso de aquisições ou importações efetuadas por pessoas jurídicas
optantes pelo Simples ou que tenham suas receitas, no todo ou em parte,
submetidas ao regime de incidência cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep
e da Cofins; e
III -
poderá ser usufruído nas aquisições ou importações realizadas até 30 de abril de
2008 ou até que a produção nacional atenda a 80% (oitenta por cento) do consumo
interno.
§ 2o
O percentual de que trata o inciso I do § 1o deste artigo
será apurado:
I - após
excluídos os impostos e contribuições incidentes sobre a venda; e
II -
considerando-se a média obtida, a partir do início de utilização do bem
adquirido com suspensão, durante o período de 18 (dezoito) meses.
§ 3o
O prazo de início de utilização a que se refere o § 2o deste
artigo não poderá ser superior a 3 (três) anos.
§ 4o
A suspensão de que trata este artigo converte-se em alíquota 0 (zero) após
cumprida a condição de que trata o inciso I do § 1o deste
artigo, observados os prazos determinados nos §§ 2o e 3o
deste artigo.
§ 5o
No caso de não ser efetuada a incorporação do bem ao ativo imobilizado ou de
sua revenda antes da redução a 0 (zero) das alíquotas, na forma do § 4o
deste artigo, as contribuições não pagas em decorrência da suspensão de que
trata este artigo serão devidas, acrescidas de juros e multa, de mora ou de
ofício, na forma da lei, contados a partir da data da aquisição ou do registro
da Declaração de Importação – DI, na condição de responsável, em relação à
Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins, ou de contribuinte, em relação à
Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e à Cofins-Importação.
§ 6o
Nas notas fiscais relativas à venda de que trata o inciso I do caput deste
artigo deverá constar a expressão "Venda efetuada com suspensão da exigência
da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins", com a especificação do
dispositivo legal correspondente.
§ 7o
Na hipótese de não-atendimento do percentual de venda de papéis estabelecido no
inciso I do § 1o deste artigo, a multa, de mora ou de ofício,
a que se refere o § 5o deste artigo, será aplicada sobre o
valor das contribuições não-recolhidas, proporcionalmente à diferença entre
esse percentual de venda e o efetivamente alcançado.
§ 8o
A utilização do benefício da suspensão de que trata este artigo:
I - fica
condicionada à regularidade fiscal da pessoa jurídica adquirente ou importadora
das máquinas e equipamentos, em relação aos tributos e contribuições
administrados pela Receita Federal do Brasil; e
II -
será disciplinada pelo Poder Executivo em regulamento.
§ 9o
As máquinas e equipamentos beneficiados pela suspensão da exigência das
contribuições, na forma deste artigo, serão relacionados em regulamento.
Art. 56.
A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins devidas pelo produtor ou importador
de nafta petroquímica, incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda
desse produto às centrais petroquímicas, serão calculadas, respectivamente, com
base nas alíquotas de 1% (um por cento) e 4,6% (quatro inteiros e seis décimos
por cento). (Vigência)
Art. 57.
Na apuração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins no regime de
não-cumulatividade, a central petroquímica poderá descontar créditos calculados
às alíquotas de 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) e
7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento), respectivamente, decorrentes de
aquisição ou importação de nafta petroquímica. (Vigência)
Parágrafo único. Na hipótese de a central petroquímica revender a nafta
petroquímica adquirida na forma do art. 56 desta Lei ou importada na forma do §
15 do art. 8o da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004,
o crédito de que trata o caput deste artigo será calculado mediante a aplicação
das alíquotas de 1,0% (um por cento) para a Contribuição para o PIS/Pasep e de
4,6% (quatro inteiros e seis décimos por cento) para a Cofins.
Art. 58.
O art. 8o da Lei no 10.865, de 30 de abril
de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 8o
........................................................................................
........................................................................................
§
15. Na importação de nafta petroquímica, quando efetuada por centrais
petroquímicas, as alíquotas são de:
I - 1,0% (um por cento), para a
Contribuição para o Pis/Pasep-Importação; e
II - 4,6% (quatro inteiros e
seis décimos por cento), para a Cofins-Importação." (NR)
Art. 59.
O art.
14 da Lei no 10.336, de 19 de dezembro de 2001, passa a vigorar
com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 14. Aplicam-se à
nafta petroquímica destinada à produção ou formulação de gasolina ou diesel as
disposições do art. 4o da Lei no 9.718, de
27 de novembro de 1998, e dos arts. 22 e 23 da Lei no 10.865,
de 30 de abril de 2004, incidindo as alíquotas específicas:
I - fixadas para o óleo diesel,
quando a nafta petroquímica for destinada à produção ou formulação
exclusivamente de óleo diesel; ou
II - fixadas para a gasolina,
quando a nafta petroquímica for destinada à produção ou formulação de óleo
diesel ou gasolina.
§ 1o
(Revogado).
§ 2o
(Revogado).
§ 3o
(Revogado)." (NR)
Art. 60.
A pessoa jurídica industrial ou importadora de produtos sujeitos ao selo de
controle de que trata o art. 46 da
Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, poderá deduzir da
Contribuição para o PIS/Pasep ou da Cofins, devidas em cada período de
apuração, crédito presumido correspondente ao ressarcimento de custos de que
trata o art.
3o do Decreto-Lei no 1.437, de 17 de dezembro de 1975,
efetivamente pago no mesmo período. (Vigência)
Art. 61.
O disposto no art.
33, § 2o, inciso I, do Decreto-Lei no 1.593, de 21 de
dezembro de 1977, também se aplica aos demais produtos sujeitos ao selo de
controle a que se refere o art. 46 da
Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964. (Vigência)
Art. 62.
O percentual e o coeficiente multiplicadores a que se refere o art. 3o
da Lei Complementar no 70, de 30 de dezembro de 1991, e o art. 5o
da Lei no 9.715, de 25 de novembro de 1998, passam a ser de 169%
(cento e sessenta e nove por cento) e 1,98 (um inteiro e noventa e oito
centésimos), respectivamente. (Vigência)
Art. 63.
O art. 8o da Lei no 10.925, de 23 de julho
de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 8o
........................................................................................
§ 1o
........................................................................................
I
- cerealista que exerça cumulativamente as atividades de limpar,
padronizar, armazenar e comercializar os produtos in natura de origem vegetal,
classificados nos códigos 09.01, 10.01 a 10.08, exceto os dos códigos 1006.20 e
1006.30, 12.01 e 18.01, todos da NCM;
........................................................................................"
(NR)
Art. 64.
Nas vendas efetuadas por distribuidor estabelecido fora da Zona Franca de
Manaus - ZFM de álcool para fins carburantes destinado ao consumo ou à
industrialização na ZFM, aplica-se o disposto no art.
2o da Lei no 10.996, de 15 de dezembro de 2004.
(Vigência)
§ 1o
No caso deste artigo, a Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidirão nas
vendas efetuadas pela pessoa jurídica adquirente na forma do caput deste
artigo, às alíquotas de 1,46% (um inteiro e quarenta e seis centésimos por
cento) e 6,74% (seis inteiros e setenta e quatro centésimos por cento).
§ 2o
O distribuidor, no caso deste artigo, fica obrigado a cobrar e recolher, na
condição de contribuinte substituto, a Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins
devidas pela pessoa jurídica de que trata o § 1o deste
artigo.
§ 3o
Para os efeitos do § 2o deste artigo, a Contribuição para o
PIS/Pasep e a Cofins serão apuradas mediante a aplicação das alíquotas de que
trata o § 1o deste artigo sobre o preço de venda do
distribuidor.
§ 4o
A pessoa jurídica domiciliada na ZFM que utilizar como insumo álcool para fins
carburantes adquirido com substituição tributária, na forma dos §§ 2o
e 3o deste artigo, poderá abater da Contribuição para o
PIS/Pasep e da Cofins, incidentes sobre seu faturamento, o valor dessas
contribuições recolhidas pelo substituto tributário.
Art. 65.
Nas vendas efetuadas por produtor, fabricante ou importador estabelecido fora
da ZFM dos produtos relacionados nos incisos
I a VIII do § 1o do art. 2o da Lei no 10.833,
de 29 de dezembro de 2003, destinadas ao consumo ou industrialização na
ZFM, aplica-se o disposto no art.
2o da Lei no 10.996, de 15 de dezembro de 2004.
(Vigência)
§ 1o
No caso deste artigo, nas revendas efetuadas pela pessoa jurídica adquirente na
forma do caput deste artigo a Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins
incidirão às alíquotas previstas:
I - no art.
23 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004;
II - na alínea b do
inciso I do art. 1o e do art. 2o
da Lei no 10.147, de 21 de dezembro de 2000, com a redação dada
pela Lei no
10.865, de 30 de abril de 2004;
III - no
art.
1o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, com a
redação dada pela Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004;
IV - no caput do
art. 5o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, com
a redação dada pela Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004;
V - nos incisos
I e II do
caput do art. 3o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002,
com a redação dada pela Lei no 10.865, de 30 de abril de
2004;
VI - no art.
52 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e alterações
posteriores;
VII - no
art.
51 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e alterações
posteriores.
§ 2o
O produtor, fabricante ou importador, no caso deste artigo, fica obrigado a
cobrar e recolher, na condição de contribuinte substituto, a Contribuição para
o PIS/Pasep e a Cofins devidas pela pessoa jurídica de que trata o § 1o
deste artigo.
§ 3o
O disposto no § 2o deste artigo não se aplica aos produtos
farmacêuticos classificados nas posições 30.01, 30.03, 30.04, nos itens
3002.10.1, 3002.10.2, 3002.10.3, 3002.20.1, 3002.20.2, 3006.30.1 e 3006.30.2 e
nos códigos 3002.90.20, 3002.90.92, 3002.90.99, 3005.10.10, 3006.60.00, todos
da Tipi.
§ 4o
Para os efeitos do § 2o deste artigo, a Contribuição para o
PIS/Pasep e a Cofins serão apuradas mediante a aplicação das alíquotas de que
trata o § 1o deste artigo sobre o preço de venda do produtor,
fabricante ou importador.
§ 5o
A pessoa jurídica domiciliada na ZFM que utilizar como insumo ou incorporar ao
seu ativo permanente produtos adquiridos com substituição tributária, na forma
dos §§ 2o e 4o deste artigo, poderá abater
da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre seu faturamento o
valor dessas contribuições recolhidas pelo substituto tributário.
§ 6o
Não se aplicam as disposições dos §§ 2o, 4o
e 5o deste artigo no caso de venda dos produtos referidos nos
incisos IV
e V do § 1o do art. 2o da Lei no 10.833, de 29
de dezembro de 2003, para montadoras de veículos.
Art. 66.
(VETADO)
CAPÍTULO
X
DO
IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI
Art. 67.
Fica o Poder Executivo autorizado a fixar, para o IPI relativo aos produtos
classificados nos códigos NCM 71.13, 71.14, 71.16 e 71.17, alíquotas
correspondentes às mínimas estabelecidas para o Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços - ICMS, nos termos do inciso
VI do § 2o do art. 155 da Constituição Federal.
Parágrafo único. As alíquotas do IPI fixadas na forma do caput deste artigo
serão uniformes em todo o território nacional.
Art. 68.
O § 2o
do art. 43 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, passa a
vigorar com a seguinte redação:
"Art. 43.
........................................................................................
........................................................................................
§ 2o As
indicações do caput deste artigo e de seu § 1o serão feitas
na forma do regulamento, podendo ser substituídas por outros elementos que
possibilitem a classificação e controle fiscal dos produtos.
........................................................................................"
(NR)
Art. 69.
Fica prorrogada até 31 de dezembro de 2009 a vigência da Lei no
8.989, de 24 de fevereiro de 1995.
Parágrafo único. O art. 2o
e o caput
do art. 6o da Lei no 8.989, de 24 de fevereiro de 1995,
passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 2o
A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI de que trata o art.
1o desta Lei somente poderá ser utilizada uma vez, salvo se o
veículo tiver sido adquirido há mais de 2 (dois) anos." (NR)
"Art. 6o
A alienação do veículo adquirido nos termos desta Lei e da Lei no
8.199, de 28 de junho de 1991, e da Lei no 8.843, de 10 de
janeiro de 1994, antes de 2 (dois) anos contados da data da sua aquisição, a
pessoas que não satisfaçam às condições e aos requisitos estabelecidos nos
referidos diplomas legais acarretará o pagamento pelo alienante do tributo
dispensado, atualizado na forma da legislação tributária.
........................................................................................"
(NR)
CAPÍTULO
XI
DOS
PRAZOS DE RECOLHIMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES
Art. 70.
Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de
janeiro de 2006, os recolhimentos do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF e
do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos
ou Valores Mobiliários - IOF serão efetuados nos seguintes prazos: (Vigência)
I -
IRRF:
a) na
data da ocorrência do fato gerador, no caso de:
1.
rendimentos atribuídos a residentes ou domiciliados no exterior;
2.
pagamentos a beneficiários não identificados;
b) até o
3o (terceiro) dia útil subseqüente ao decêndio de ocorrência
dos fatos geradores, no caso de:
1. juros
sobre o capital próprio e aplicações financeiras, inclusive os atribuídos a
residentes ou domiciliados no exterior, e títulos de capitalização;
2.
prêmios, inclusive os distribuídos sob a forma de bens e serviços, obtidos em
concursos e sorteios de qualquer espécie e lucros decorrentes desses prêmios; e
3. multa
ou qualquer vantagem, de que trata o art. 70 da
Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996;
c) até o
último dia útil do mês subseqüente ao encerramento do período de apuração, no
caso de rendimentos e ganhos de capital distribuídos pelos fundos de
investimento imobiliário; e
d) até o
último dia útil do 1o (primeiro) decêndio do mês subseqüente
ao mês de ocorrência dos fatos geradores, nos demais casos;
II -
IOF:
a) até o
3o (terceiro) dia útil subseqüente ao decêndio de ocorrência
dos fatos geradores, no caso de aquisição de ouro, ativo financeiro; e
b) até o
3o (terceiro) dia útil subseqüente ao decêndio da cobrança ou
do registro contábil do imposto, nos demais casos.
Parágrafo único. Excepcionalmente, na hipótese de que trata a alínea d do
inciso I do caput deste artigo, em relação aos fatos geradores ocorridos:
I - no
mês de dezembro de 2006, os recolhimentos serão efetuados:
a) até o
3o (terceiro) dia útil do decêndio subseqüente, para os fatos
geradores ocorridos no 1o (primeiro) e 2o
(segundo) decêndios; e
b) até o
último dia útil do 1o (primeiro) decêndio do mês de janeiro
de 2007, para os fatos geradores ocorridos no 3o (terceiro)
decêndio;
II - no
mês de dezembro de 2007, os recolhimentos serão efetuados:
a) até o
3o (terceiro) dia útil do 2o (segundo)
decêndio, para os fatos geradores ocorridos no 1o (primeiro)
decêndio; e
b) até o
último dia útil do 1o (primeiro) decêndio do mês de janeiro
de 2008, para os fatos geradores ocorridos no 2o (segundo) e
no 3o (terceiro) decêndio.
Art. 71.
O § 1o
do art. 63 da Lei no 8.981, de 20 de janeiro de 1995, passa a
vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 63.
........................................................................................
§ 1o O
imposto de que trata este artigo incidirá sobre o valor de mercado do prêmio,
na data da distribuição.
........................................................................................"
(NR)
Art. 72.
O parágrafo
único do art. 10 da Lei no 9.311, de 24 de outubro de 1996,
passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 10.
........................................................................................
Parágrafo único. O pagamento ou
a retenção e o recolhimento da Contribuição serão efetuados no mínimo 1 (uma)
vez por decêndio." (NR)
Art. 73.
O § 2o
do art. 70 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a
vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 70.
........................................................................................
........................................................................................
§ 2o O
imposto será retido na data do pagamento ou crédito da multa ou vantagem.
........................................................................................"
(NR)
Art. 74.
O art.
35 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, passa a vigorar
com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 35. Os valores
retidos na quinzena, na forma dos arts. 30, 33 e 34 desta Lei, deverão ser
recolhidos ao Tesouro Nacional pelo órgão público que efetuar a retenção ou, de
forma centralizada, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica, até o
último dia útil da quinzena subseqüente àquela quinzena em que tiver ocorrido o
pagamento à pessoa jurídica fornecedora dos bens ou prestadora do
serviço." (NR)
Art. 75.
O caput do
art. 6o da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996,
passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 6o
O pagamento unificado de impostos e contribuições devidos pela microempresa e
pela empresa de pequeno porte inscritas no Simples será feito de forma
centralizada até o 20o (vigésimo) dia do mês subseqüente
àquele em que houver sido auferida a receita bruta.
........................................................................................"
(NR)
CAPÍTULO
XII
DOS
FUNDOS DE INVESTIMENTO CONSTITUÍDOS POR ENTIDADES ABERTAS DE PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR E POR SOCIEDADES SEGURADORAS E DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO PARA
GARANTIA DE LOCAÇÃO IMOBILIÁRIA
Art. 76.
As entidades abertas de previdência complementar e as sociedades seguradoras
poderão, a partir de 1o de janeiro de 2006, constituir fundos
de investimento, com patrimônio segregado, vinculados exclusivamente a planos
de previdência complementar ou a seguros de vida com cláusula de cobertura por
sobrevivência, estruturados na modalidade de contribuição variável, por elas
comercializados e administrados. (Vigência)
§ 1o
Durante o período de acumulação, a remuneração da provisão matemática de
benefícios a conceder, dos planos e dos seguros referidos no caput deste
artigo, terá por base a rentabilidade da carteira de investimentos dos
respectivos fundos.
§ 2o
Os fundos de investimento de que trata o caput deste artigo somente poderão ser
administrados por instituições autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários
- CVM para o exercício da administração de carteira de valores mobiliários.
Art. 77.
A aquisição de plano ou seguro enquadrado na estrutura prevista no art. 76
desta Lei far-se-á mediante subscrição pelo adquirente de quotas dos fundos de
investimento vinculados. (Vigência)
§ 1o
No caso de plano ou seguro coletivo:
I - a
pessoa jurídica adquirente também será cotista do fundo; e
II - o
contrato ou apólice conterá cláusula com a periodicidade em que as quotas
adquiridas pela pessoa jurídica terão sua titularidade transferida para os
participantes ou segurados.
§ 2o
A transferência de titularidade de que trata o inciso II do § 1o
deste artigo:
I -
conferirá aos participantes ou segurados o direito à realização de resgates e à
portabilidade dos recursos acumulados correspondentes às quotas;
II - não
caracteriza resgate para fins de incidência do Imposto de Renda.
§ 3o
Independentemente do disposto no inciso II do § 1o deste
artigo, no caso de falência ou liquidação extrajudicial de pessoa jurídica
proprietária de quotas:
I - a
titularidade das quotas vinculadas a participantes ou segurados
individualizados será transferida a estes;
II - a
titularidade das quotas não vinculadas a qualquer participante ou segurado
individualizado será transferida para todos os participantes ou segurados
proporcionalmente ao número de quotas de propriedade destes, inclusive daquelas
cuja titularidade lhes tenha sido transferida com base no inciso I deste
parágrafo.
Art. 78.
O patrimônio dos fundos de investimento de que trata o art. 76 desta Lei não se
comunica com o das entidades abertas de previdência complementar ou das
sociedades seguradoras que os constituírem, não respondendo, nem mesmo
subsidiariamente, por dívidas destas. (Vigência)
§ 1o
No caso de falência ou liquidação extrajudicial da entidade aberta de
previdência complementar ou da sociedade seguradora, o patrimônio dos fundos
não integrará a respectiva massa falida ou liquidanda.
§ 2o
Os bens e direitos integrantes do patrimônio dos fundos não poderão ser
penhorados, seqüestrados, arrestados ou objeto de qualquer outra forma de
constrição judicial em decorrência de dívidas da entidade aberta de previdência
complementar ou da sociedade seguradora.
Art. 79.
No caso de morte do participante ou segurado dos planos e seguros de que trata
o art. 76 desta Lei, os seus beneficiários poderão optar pelo resgate das
quotas ou pelo recebimento de benefício de caráter continuado previsto em
contrato, independentemente da abertura de inventário ou procedimento
semelhante. (Vigência)
Art. 80.
Os planos de previdência complementar e os seguros de vida com cláusula de
cobertura por sobrevivência comercializados até 31 de dezembro de 2005 poderão
ser adaptados pelas entidades abertas de previdência complementar e sociedades
seguradoras à estrutura prevista no art. 76 desta Lei. (Vigência)
Art. 81.
O disposto no art. 80 desta Lei não afeta o direito dos participantes e
segurados à portabilidade dos recursos acumulados para outros planos e seguros,
estruturados ou não nos termos do art. 76 desta Lei. (Vigência)
Art. 82.
A concessão de benefício de caráter continuado por plano ou seguro estruturado
na forma do art. 76 desta Lei importará na transferência da propriedade das
quotas dos fundos a que esteja vinculado o respectivo plano ou seguro para a
entidade aberta de previdência complementar ou a sociedade seguradora
responsável pela concessão. (Vigência)
Parágrafo único. A transferência de titularidade de quotas de que trata o caput
deste artigo não caracteriza resgate para fins de incidência do Imposto de
Renda.
Art. 83.
Aplica-se aos planos e seguros de que trata o art.
76 desta Lei o disposto no
art. 11 da Lei no 9.532, de 10 de dezembro de 1997, e nos arts.
1o a 5o e 7o
da Lei no 11.053, de 29 de dezembro de 2004. (Vigência)
Parágrafo único. Fica responsável pela retenção e recolhimento dos impostos e
contribuições incidentes sobre as aplicações efetuadas nos fundos de
investimento de que trata o art. 76 desta Lei a entidade aberta de previdência
complementar ou a sociedade seguradora que comercializar ou administrar o plano
ou o seguro enquadrado na estrutura prevista no mencionado artigo, bem como
pelo cumprimento das obrigações acessórias decorrentes dessa responsabilidade.
Art. 84.
É facultado ao participante de plano de previdência complementar enquadrado na
estrutura prevista no art. 76 desta Lei o oferecimento, como garantia de
financiamento imobiliário, de quotas de sua titularidade dos fundos de que
trata o referido artigo. (Vigência)
§ 1o
O disposto neste artigo aplica-se também:
I - aos
cotistas de Fundo de Aposentadoria Programada Individual - FAPI;
II - aos
segurados titulares de seguro de vida com cláusula de cobertura por
sobrevivência enquadrado na estrutura prevista no art. 76 desta Lei.
§ 2o
A faculdade mencionada no caput deste artigo aplica-se apenas ao financiamento
imobiliário tomado em instituição financeira, que poderá ser vinculada ou não à
entidade operadora do plano ou do seguro.
Art. 85.
É vedada às entidades abertas de previdência complementar e às sociedades
seguradoras a imposição de restrições ao exercício da faculdade mencionada no
art. 84 desta Lei, mesmo que o financiamento imobiliário seja tomado em
instituição financeira não vinculada. (Vigência)
Art. 86.
A garantia de que trata o art. 84 desta Lei será objeto de instrumento
contratual específico, firmado pelo participante ou segurado, pela entidade
aberta de previdência complementar ou sociedade seguradora e pela instituição
financeira. (Vigência)
Parágrafo único. O instrumento contratual específico a que se refere o caput
deste artigo será considerado, para todos os efeitos jurídicos, como parte
integrante do plano de benefícios ou da apólice, conforme o caso.
Art. 87.
As operações de financiamento imobiliário que contarem com a garantia
mencionada no art. 84 desta Lei serão contratadas com seguro de vida com
cobertura de morte e invalidez permanente. (Vigência)
Art. 88.
As instituições autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM para o
exercício da administração de carteira de títulos e valores mobiliários ficam
autorizadas a constituir fundos de investimento que permitam a cessão de suas
quotas em garantia de locação imobiliária. (Vigência)
§ 1o
A cessão de que trata o caput deste artigo será formalizada, mediante registro
perante o administrador do fundo, pelo titular das quotas, por meio de termo de
cessão fiduciária acompanhado de 1 (uma) via do contrato de locação,
constituindo, em favor do credor fiduciário, propriedade resolúvel das
quotas.
§ 2o
Na hipótese de o cedente não ser o locatário do imóvel locado, deverá também
assinar o contrato de locação ou aditivo, na qualidade de garantidor.
§ 3o
A cessão em garantia de que trata o caput deste artigo constitui regime
fiduciário sobre as quotas cedidas, que ficam indisponíveis, inalienáveis e
impenhoráveis, tornando-se a instituição financeira administradora do fundo seu
agente fiduciário.
§ 4o
O contrato de locação mencionará a existência e as condições da cessão de que
trata o caput deste artigo, inclusive quanto a sua vigência, que poderá ser por
prazo determinado ou indeterminado.
§ 5o
Na hipótese de prorrogação automática do contrato de locação, o cedente
permanecerá responsável por todos os seus efeitos, ainda que não tenha anuído
no aditivo contratual, podendo, no entanto, exonerar-se da garantia, a qualquer
tempo, mediante notificação ao locador, ao locatário e à administradora do
fundo, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.
§ 6o
Na hipótese de mora, o credor fiduciário notificará extrajudicialmente o
locatário e o cedente, se pessoa distinta, comunicando o prazo de 10 (dez) dias
para pagamento integral da dívida, sob pena de excussão extrajudicial da
garantia, na forma do § 7o deste artigo.
§ 7o
Não ocorrendo o pagamento integral da dívida no prazo fixado no § 6o
deste artigo, o credor poderá requerer ao agente fiduciário que lhe transfira,
em caráter pleno, exclusivo e irrevogável, a titularidade de quotas suficientes
para a sua quitação, sem prejuízo da ação de despejo e da demanda, por meios
próprios, da diferença eventualmente existente, na hipótese de insuficiência da
garantia.
§ 8o
A excussão indevida da garantia enseja responsabilidade do credor fiduciário
pelo prejuízo causado, sem prejuízo da devolução das quotas ou do valor
correspondente, devidamente atualizado.
§ 9o
O agente fiduciário não responde pelos efeitos do disposto nos §§ 6o
e 7o deste artigo, exceto na hipótese de comprovado dolo,
má-fé, simulação, fraude ou negligência, no exercício da administração do
fundo.
§ 10.
Fica responsável pela retenção e recolhimento dos impostos e contribuições
incidentes sobre as aplicações efetuadas nos fundos de investimento de que
trata o caput deste artigo a instituição que administrar o fundo com a
estrutura prevista neste artigo, bem como pelo cumprimento das obrigações
acessórias decorrentes dessa responsabilidade.
Art. 89. Os arts. 37 e 40 da Lei no
8.245, de 18 de outubro de 1991, passam a vigorar acrescidos dos seguintes
incisos: (Vigência)
"Art. 37. ........................................................................................
........................................................................................
IV -
cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 40.
........................................................................................
........................................................................................
VIII -
exoneração de garantia constituída por quotas de fundo de investimento;
IX - liquidação ou encerramento
do fundo de investimento de que trata o inciso IV do art. 37 desta Lei."
(NR)
Art. 90.
Compete ao Banco Central do Brasil, à Comissão de Valores Mobiliários e à
Superintendência de Seguros Privados, no âmbito de suas respectivas
atribuições, dispor sobre os critérios complementares para a regulamentação
deste Capítulo. (Vigência)
CAPÍTULO
XIII
DA
TRIBUTAÇÃO DE PLANOS DE BENEFÍCIO, SEGUROS E FUNDOS DE INVESTIMENTO DE CARÁTER
PREVIDENCIÁRIO
Art. 91.
A Lei no 11.053, de 29 de dezembro de 2004, passa a vigorar
com as seguintes alterações: (Vigência)
"Art. 1o
........................................................................................
........................................................................................
§
6o As opções mencionadas no § 5o deste artigo
deverão ser exercidas até o último dia útil do mês subseqüente ao do ingresso
nos planos de benefícios operados por entidade de previdência complementar, por
sociedade seguradora ou em FAPI e serão irretratáveis, mesmo nas hipóteses de
portabilidade de recursos e de transferência de participantes e respectivas
reservas.
§ 7o Para o
participante, segurado ou quotista que houver ingressado no plano de benefícios
até o dia 30 de novembro de 2005, a opção de que trata o § 6o
deste artigo deverá ser exercida até o último dia útil do mês de dezembro de
2005, permitida neste prazo, excepcionalmente, a retratação da opção para
aqueles que ingressaram no referido plano entre 1o de janeiro
e 4 de julho de 2005." (NR)
"Art. 2o
........................................................................................
........................................................................................
§
2o A opção de que trata este artigo deverá ser formalizada pelo
participante, segurado ou quotista, à respectiva entidade de previdência
complementar, sociedade seguradora ou ao administrador de FAPI, conforme o
caso, até o último dia útil do mês de dezembro de 2005.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 5o
........................................................................................
Parágrafo
único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo aos fundos
administrativos constituídos pelas entidades fechadas de previdência
complementar e às provisões, reservas técnicas e fundos dos planos
assistenciais de que trata o art. 76 da Lei Complementar no
109, de 29 de maio de 2001." (NR)
Art. 92.
O caput do art. 8o da Lei no 9.311, de 24
de outubro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso IX: (Vigência)
"Art. 8o
........................................................................................
........................................................................................
IX - nos
lançamentos relativos à transferência de reservas técnicas, fundos e provisões
de plano de benefício de caráter previdenciário entre entidades de previdência
complementar ou sociedades seguradoras, inclusive em decorrência de
reorganização societária, desde que:
a) não haja qualquer disponibilidade
de recursos para o participante, nem mudança na titularidade do plano; e
b) a transferência seja
efetuada diretamente entre planos ou entre gestores de planos.
........................................................................................"
(NR)
Art. 93.
O contribuinte que efetuou pagamento de tributos e contribuições com base no art. 5o
da Medida Provisória no 2.222, de 4 de setembro de 2001, em
valor inferior ao devido, poderá quitar o débito remanescente até o último dia
útil do mês de dezembro de 2005, com a incidência de multa, de mora ou de
ofício, conforme o caso, bem como com a incidência de juros equivalentes à taxa
referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic, para títulos
federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês seguinte ao do
vencimento do tributo e de 1% (um por cento) no mês do pagamento.
§ 1o
O pagamento realizado na forma do caput deste artigo implicará a extinção dos
créditos tributários relativos aos fatos geradores a ele relacionados, ainda
que já constituídos, inscritos ou não em dívida ativa.
§ 2o
O Poder Executivo disciplinará, em regulamento, o disposto neste artigo.
Art. 94.
As entidades de previdência complementar, sociedades seguradoras e Fundos de
Aposentadoria Programada Individual - FAPI que, para gozo do benefício previsto
no art. 5o
da Medida Provisória no 2.222, de 4 de setembro de 2001,
efetuaram o pagamento dos tributos e contribuições na forma ali estabelecida e
desistiram das ações judiciais individuais deverão comprovar, perante a
Delegacia da Receita Federal do Brasil de sua jurisdição, a desistência das
ações judiciais coletivas, bem como a renúncia a qualquer alegação de direito a
elas relativa, de modo irretratável e irrevogável, até o último dia útil do mês
de dezembro de 2005.
Parágrafo único. O benefício mencionado no caput deste artigo surte efeitos
enquanto não houver a homologação judicial do requerimento, tornando-se
definitivo com a referida homologação.
Art. 95.
Na hipótese de pagamento de benefício não programado oferecido em planos de
benefícios de caráter previdenciário, estruturados nas modalidades de
contribuição definida ou contribuição variável, após a opção do participante
pelo regime de tributação de que trata o art.
1o da Lei no 11.053, de 29 de dezembro de 2004,
incidirá imposto de renda à alíquota:
I - de
25% (vinte e cinco por cento), quando o prazo de acumulação for inferior ou
igual a 6 (seis) anos; e
II -
prevista no inciso
IV, V ou VI do art. 1o da Lei no 11.053, de 29 de
dezembro de 2004, quando o prazo de acumulação for superior a 6 (seis)
anos.
§ 1o
O disposto no caput deste artigo aplica-se, também, ao benefício não programado
concedido pelos planos de benefícios cujos participantes tenham efetuado a
opção pelo regime de tributação referido no caput deste artigo, nos termos do art.
2o da Lei no 11.053, de 29 de dezembro de 2004.
§ 2o
Para fins deste artigo e da definição da alíquota de imposto de renda incidente
sobre as prestações seguintes, o prazo de acumulação continua a ser contado
após o pagamento da 1a (primeira) prestação do benefício,
importando na redução progressiva da alíquota aplicável em razão do decurso do
prazo de pagamento de benefícios, na forma definida em ato da Receita Federal
do Brasil, da Secretaria de Previdência Complementar e da Superintendência de
Seguros Privados.
CAPÍTULO
XIV
DO
PARCELAMENTO DE DÉBITOS PREVIDENCIÁRIOS DOS MUNICÍPIOS
Art. 96.
Os Municípios poderão parcelar seus débitos e os de responsabilidade de
autarquias e fundações municipais relativos às contribuições sociais de que
tratam as alíneas
a e c do
parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991,
com vencimento até 30 de setembro de 2005, em até 240 (duzentas e quarenta)
prestações mensais e consecutivas. (Vide
Decreto nº 5.612, de 2005)
§ 1o
Os débitos referidos no caput deste artigo são aqueles originários de
contribuições sociais e correspondentes obrigações acessórias, constituídos ou
não, inscritos ou não em dívida ativa, ainda que em fase de execução fiscal já
ajuizada, ou que tenham sido objeto de parcelamento anterior, não integralmente
quitado, ainda que cancelado por falta de pagamento.
§ 2o
Os débitos ainda não constituídos deverão ser confessados, de forma
irretratável e irrevogável.
§ 3o
Os débitos de que tratam o caput e §§ 1o e 2o
deste artigo, com vencimento até 31 de dezembro de 2004, provenientes de
contribuições descontadas dos segurados empregado, trabalhador avulso e
contribuinte individual, bem como de sub-rogação e de importâncias retidas ou
descontadas, referidas na Lei no
8.212, de 24 de julho de 1991, poderão ser parcelados em até 60 (sessenta)
prestações mensais e consecutivas.
§ 4o
Caso a prestação mensal não seja paga na data do vencimento, serão retidos e
repassados à Receita Federal do Brasil recursos do Fundo de Participação dos
Municípios suficientes para sua quitação, acrescidos dos juros previstos no
art. 99 desta Lei.
§ 5o
Os valores pagos pelos Municípios relativos ao parcelamento objeto desta Lei
não serão incluídos no limite a que se refere o § 4o
do art. 5o da Lei no 9.639, de 25 de maio de 1998,
com a redação dada pela Medida Provisória no 2.187-13, de 24
de agosto de 2001.
§ 6o
A opção pelo parcelamento será formalizada até 31 de dezembro de 2005, na
Receita Federal do Brasil, que se responsabilizará pela cobrança das prestações
e controle dos créditos originários dos parcelamentos concedidos.
Art. 97.
Os débitos serão consolidados por Município na data do pedido do parcelamento,
reduzindo-se os valores referentes a juros de mora em 50% (cinqüenta por
cento). (Vide
Decreto nº 5.612, de 2005)
Art. 98.
Os débitos a que se refere o art. 96 serão parcelados em prestações mensais
equivalentes a: (Vide
Decreto nº 5.612, de 2005)
I - no
mínimo, 1,5% (um inteiro e cinco décimos por cento) da média mensal da receita
corrente líquida municipal;
II – (VETADO)
Art. 99.
O valor de cada prestação mensal, por ocasião do pagamento, será acrescido de
juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia - Selic para títulos federais, acumulada mensalmente a partir do 1o
(primeiro) dia do mês subseqüente ao da consolidação do débito até o último dia
útil do mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) no mês do
pagamento da respectiva prestação. (Vide
Decreto nº 5.612, de 2005)
Art.
100. Para o parcelamento objeto desta Lei, serão observadas as seguintes
condições: (Vide
Decreto nº 5.612, de 2005)
I - o
percentual de 1,5% (um inteiro e cinco décimos por cento) será aplicado sobre a
média mensal da Receita Corrente Líquida referente ao ano anterior ao do
vencimento da prestação, publicada de acordo com o previsto nos arts. 52,
53
e 63
da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000;
II -
para fins de cálculo das prestações mensais, os Municípios se obrigam a
encaminhar à Receita Federal do Brasil o demonstrativo de apuração da receita
corrente líquida de que trata o inciso
I do caput do art. 53 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de
2000, até o último dia útil do mês de fevereiro de cada ano;
III - a
falta de apresentação das informações a que se refere o inciso II do caput
deste artigo implicará, para fins de apuração e cobrança da prestação mensal, a
aplicação da variação do Índice Geral de Preços, Disponibilidade Interna -
IGP-DI, acrescida de juros de 0,5% (cinco décimos por cento) ao mês, sobre a
última receita corrente líquida publicada nos termos da legislação.
§ 1o
Para efeito do disposto neste artigo, às prestações vencíveis em janeiro,
fevereiro e março de cada ano aplicar-se-ão os limites utilizados no ano
anterior, nos termos do inciso I do caput deste artigo.
§ 2o
Para os fins previstos nesta Lei, entende-se como receita corrente líquida
aquela definida nos termos do art. 2o
da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000.
Art.
101. As prestações serão exigíveis no último dia útil de cada mês, a partir do
mês subseqüente ao da formalização do pedido de parcelamento. (Vide
Decreto nº 5.612, de 2005)
§ 1o
No período compreendido entre a formalização do pedido de parcelamento e o mês
da consolidação, o Município deverá recolher mensalmente as prestações mínimas
correspondentes aos valores previstos no inciso I do art. 98 desta Lei, sob
pena de indeferimento do pedido.
§ 2o
O pedido se confirma com o pagamento da 1a (primeira)
prestação na forma do § 1o deste artigo.
§ 3o
A partir do mês seguinte à consolidação, o valor da prestação será obtido
mediante a divisão do montante do débito parcelado, deduzidos os valores das
prestações mínimas recolhidas nos termos do § 1o deste
artigo, pelo número de prestações restantes, observados os valores mínimo e
máximo constantes do art. 98 desta Lei.
Art.
102. A concessão do parcelamento objeto desta Lei está condicionada: (Vide
Decreto nº 5.612, de 2005)
I - à
apresentação pelo Município, na data da formalização do pedido, do
demonstrativo referente à apuração da Receita Corrente Líquida Municipal, na
forma do disposto na Lei
Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, referente ao
ano-calendário de 2004;
II - ao
adimplemento das obrigações vencidas após a data referida no caput do art. 96
desta Lei.
Art.
103. O parcelamento de que trata esta Lei será rescindido nas seguintes
hipóteses: (Vide
Decreto nº 5.612, de 2005)
I -
inadimplemento por 3 (três) meses consecutivos ou 6 (seis) meses alternados, o
que primeiro ocorrer;
II -
inadimplemento das obrigações correntes referentes às contribuições de que
trata o art. 96 desta Lei;
III -
não complementação do valor da prestação na forma do § 4o do
art. 96 desta Lei.
Art.
104. O Poder Executivo disciplinará, em regulamento, os atos necessários à
execução do disposto nos arts. 96 a 103 desta Lei.
Parágrafo único. Os débitos referidos no caput deste artigo serão consolidados
no âmbito da Receita Federal do Brasil.
Art.
105. (VETADO)
CAPÍTULO
XV
DA
DESONERAÇÃO TRIBUTÁRIA DA BOVINOCULTURA
Art. 106. (VETADO)
Art. 107. (VETADO)
Art.
108. (VETADO)
CAPÍTULO
XVI
DISPOSIÇÕES
GERAIS
Art.
109. Para fins do disposto nas alíneas
b e c do inciso XI do caput do art. 10 da Lei no 10.833, de 29 de
dezembro de 2003, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da
variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos
utilizados, nos termos do inciso II
do § 1o do art. 27 da Lei no 9.069, de 29 de junho de
1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço
predeterminado.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se desde 1o
de novembro de 2003.
Art.
110. Para efeito de determinação da base de cálculo da Contribuição para o
PIS/Pasep, da Cofins, do IRPJ e da CSLL, as instituições financeiras e as
demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem
computar como receitas ou despesas incorridas nas operações realizadas em
mercados de liquidação futura: (Vigência)
(Regulamento)
I - a
diferença, apurada no último dia útil do mês, entre as variações das taxas, dos
preços ou dos índices contratados (diferença de curvas), sendo o saldo apurado
por ocasião da liquidação do contrato, da cessão ou do encerramento da posição,
nos casos de:
a) swap
e termo;
b)
futuro e outros derivativos com ajustes financeiros diários ou periódicos de
posições cujos ativos subjacentes aos contratos sejam taxas de juros spot ou
instrumentos de renda fixa para os quais seja possível a apuração do critério
previsto neste inciso;
II - o
resultado da soma algébrica dos ajustes apurados mensalmente, no caso dos
mercados referidos na alínea b do inciso I do caput deste artigo cujos ativos
subjacentes aos contratos sejam mercadorias, moedas, ativos de renda variável,
taxas de juros a termo ou qualquer outro ativo ou variável econômica para os
quais não seja possível adotar o critério previsto no referido inciso;
III - o
resultado apurado na liquidação do contrato, da cessão ou do encerramento da
posição, no caso de opções e demais derivativos.
§ 1o
O Poder Executivo disciplinará, em regulamento, o disposto neste artigo,
podendo, inclusive, determinar que o valor a ser reconhecido mensalmente, na
hipótese de que trata a alínea b do inciso I do caput deste artigo, seja
calculado:
I - pela
bolsa em que os contratos foram negociados ou registrados;
II -
enquanto não estiver disponível a informação de que trata o inciso I do caput
deste artigo, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Banco Central do
Brasil.
§ 2o
Quando a operação for realizada no mercado de balcão, somente será admitido o
reconhecimento de despesas ou de perdas se a operação tiver sido registrada em
sistema que disponha de critérios para aferir se os preços, na abertura ou no
encerramento da posição, são consistentes com os preços de mercado.
§ 3o
No caso de operações de hedge realizadas em mercados de liquidação futura em
bolsas no exterior, as receitas ou as despesas de que trata o caput deste
artigo serão apropriadas pelo resultado:
I - da
soma algébrica dos ajustes apurados mensalmente, no caso de contratos sujeitos
a ajustes de posições;
II -
auferido na liquidação do contrato, no caso dos demais derivativos.
§ 4o
Para efeito de determinação da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep
e da Cofins, fica vedado o reconhecimento de despesas ou de perdas apuradas em
operações realizadas em mercados fora de bolsa no exterior.
§ 5o
Os ajustes serão efetuados no livro fiscal destinado à apuração do lucro real.
Art.
111. O art. 4o da Lei no 10.931, de 2 de
agosto de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 4o
........................................................................................
........................................................................................
§
2o O pagamento dos tributos e contribuições na forma do disposto
no caput deste artigo será considerado definitivo, não gerando, em qualquer
hipótese, direito à restituição ou à compensação com o que for apurado pela
incorporadora.
§ 3o As
receitas, custos e despesas próprios da incorporação sujeita a tributação na
forma deste artigo não deverão ser computados na apuração das bases de cálculo
dos tributos e contribuições de que trata o caput deste artigo devidos pela
incorporadora em virtude de suas outras atividades empresariais, inclusive
incorporações não afetadas.
§ 4o Para
fins do disposto no § 3o deste artigo, os custos e despesas
indiretos pagos pela incorporadora no mês serão apropriados a cada incorporação
na mesma proporção representada pelos custos diretos próprios da incorporação,
em relação ao custo direto total da incorporadora, assim entendido como a soma
de todos os custos diretos de todas as incorporações e o de outras atividades
exercidas pela incorporadora.
§ 5o A opção
pelo regime especial de tributação obriga o contribuinte a fazer o recolhimento
dos tributos, na forma do caput deste artigo, a partir do mês da opção."
(NR)
Art.
112. O Ministro de Estado da Fazenda poderá criar, nos Conselhos de
Contribuintes do Ministério da Fazenda, Turmas Especiais, de caráter
temporário, com competência para julgamento de processos que envolvam valores
reduzidos ou matéria recorrente ou de baixa complexidade.
§ 1o
As Turmas de que trata o caput deste artigo serão paritárias, compostas por 4
(quatro) membros, sendo 1 (um) conselheiro Presidente de Câmara, representante
da Fazenda, e 3 (três) conselheiros com mandato pro tempore, designados entre
os conselheiros suplentes.
§ 2o
As Turmas Especiais a que se refere este artigo poderão funcionar nas cidades
onde estão localizadas as Superintendências da Receita Federal do Brasil.
§ 3o
O Ministro de Estado da Fazenda disciplinará o disposto neste artigo, inclusive
quanto à definição da matéria e do valor a que se refere o caput deste artigo e
ao funcionamento das Turmas Especiais.
Art.
113. O Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, passa a
vigorar acrescido do art. 26-A e com a seguinte redação para os arts. 2o,
9o, 16 e 23:
"Art. 2o
........................................................................................
Parágrafo
único. Os atos e termos processuais a que se refere o caput deste artigo
poderão ser encaminhados de forma eletrônica ou apresentados em meio magnético
ou equivalente, conforme disciplinado em ato da administração tributária."
(NR)
"Art. 9o
........................................................................................
§ 1o
Os autos de infração e as notificações de lançamento de que trata o caput deste
artigo, formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de
um único processo, quando a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos
elementos de prova.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 16.
........................................................................................
........................................................................................
V -
se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada
cópia da petição.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 23.
........................................................................................
........................................................................................
III
- por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante:
a) envio ao domicílio
tributário do sujeito passivo; ou
b) registro em meio magnético
ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo.
§ 1o
Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo, a
intimação poderá ser feita por edital publicado:
I - no endereço da administração
tributária na internet;
II - em dependência, franqueada
ao público, do órgão encarregado da intimação; ou
III - uma única vez, em órgão
da imprensa oficial local.
§ 2o
........................................................................................
........................................................................................
III
- se por meio eletrônico, 15 (quinze) dias contados da data registrada:
a) no comprovante de entrega no
domicílio tributário do sujeito passivo; ou
b) no meio magnético ou
equivalente utilizado pelo sujeito passivo;
IV - 15 (quinze) dias após a
publicação do edital, se este for o meio utilizado.
§ 3o
Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão
sujeitos a ordem de preferência.
§ 4o Para
fins de intimação, considera-se domicílio tributário do sujeito passivo:
I - o endereço postal por ele
fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e
II - o endereço eletrônico a
ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito
passivo.
§ 5o O
endereço eletrônico de que trata este artigo somente será implementado com
expresso consentimento do sujeito passivo, e a administração tributária
informar-lhe-á as normas e condições de sua utilização e manutenção.
§ 6o As
alterações efetuadas por este artigo serão disciplinadas em ato da
administração tributária." (NR)
"Art. 26-A. A Câmara Superior de Recursos
Fiscais do Ministério da Fazenda - CSRF poderá, por iniciativa de seus membros,
dos Presidentes dos Conselhos de Contribuintes, do Secretário da Receita
Federal ou do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, aprovar proposta de súmula
de suas decisões reiteradas e uniformes.
§ 1o De
acordo com a matéria que constitua o seu objeto, a súmula será apreciada por
uma das Turmas ou pelo Pleno da CSRF.
§ 2o A súmula
que obtiver 2/3 (dois terços) dos votos da Turma ou do Pleno será submetida ao
Ministro de Estado da Fazenda, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da
Fazenda Nacional, ouvida a Receita Federal do Brasil.
§ 3o Após a
aprovação do Ministro de Estado da Fazenda e publicação no Diário Oficial da
União, a súmula terá efeito vinculante em relação à Administração Tributária Federal
e, no âmbito do processo administrativo, aos contribuintes.
§ 4o A súmula
poderá ser revista ou cancelada por propostas dos Presidentes e
Vice-Presidentes dos Conselhos de Contribuintes, do Procurador-Geral da Fazenda
Nacional ou do Secretário da Receita Federal, obedecidos os procedimentos
previstos para a sua edição.
§ 5o Os
procedimentos de que trata este artigo serão disciplinados nos regimentos
internos dos Conselhos de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos
Fiscais do Ministério da Fazenda."
Art.
114. O art.
7o do Decreto-Lei no 2.287, de 23 de julho de 1986,
passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 7o
A Receita Federal do Brasil, antes de proceder à restituição ou ao
ressarcimento de tributos, deverá verificar se o contribuinte é devedor à
Fazenda Nacional.
§ 1o
Existindo débito em nome do contribuinte, o valor da restituição ou
ressarcimento será compensado, total ou parcialmente, com o valor do débito.
§ 2o
Existindo, nos termos da Lei no 5.172, de 25 de outubro de
1966, débito em nome do contribuinte, em relação às contribuições sociais
previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no
8.212, de 24 de julho de 1991, ou às contribuições instituídas a título de
substituição e em relação à Dívida Ativa do Instituto Nacional do Seguro Social
– INSS, o valor da restituição ou ressarcimento será compensado, total ou
parcialmente, com o valor do débito.
§ 3o Ato
conjunto dos Ministérios da Fazenda e da Previdência Social estabelecerá as
normas e procedimentos necessários à aplicação do disposto neste artigo."
(NR)
Art.
115. O art. 89 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991 - Lei
Orgânica da Seguridade Social, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo
8o: (Vigência)
"Art. 89.
........................................................................................
........................................................................................
§ 8o
Verificada a existência de débito em nome do sujeito passivo, o valor da
restituição será utilizado para extingui-lo, total ou parcialmente, mediante
compensação." (NR)
Art.
116. O art.
8o-A da Lei no 10.336, de 19 de dezembro de 2001,
passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 8o-A. O valor
da Cide-Combustíveis pago pelo vendedor de hidrocarbonetos líquidos não
destinados à formulação de gasolina ou diesel poderá ser deduzido dos valores
devidos pela pessoa jurídica adquirente desses produtos, relativamente a
tributos ou contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil, nos
termos, limites e condições estabelecidos em regulamento.
§ 1o A pessoa
jurídica importadora dos produtos de que trata o caput deste artigo não
destinados à formulação de gasolina ou diesel poderá deduzir dos valores dos
tributos ou contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil, nos
termos, limites e condições estabelecidos em regulamento, o valor da
Cide-Combustíveis pago na importação.
§ 2o
Aplica-se o disposto neste artigo somente aos hidrocarbonetos líquidos
utilizados como insumo pela pessoa jurídica adquirente." (NR)
Art.
117. O art. 18 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003,
passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência)
"Art. 18.
........................................................................................
........................................................................................
§ 4o
Será também exigida multa isolada sobre o valor total do débito indevidamente
compensado, quando a compensação for considerada não declarada nas hipóteses do
inciso II do § 12 do art. 74 da Lei no 9.430, de 27 de
dezembro de 1996, aplicando-se os percentuais previstos:
I - no inciso I do caput do
art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996;
II - no inciso II do caput do
art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, nos casos
de evidente intuito de fraude, definidos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no
4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades
administrativas ou criminais cabíveis.
§ 5o
Aplica-se o disposto no § 2o do art. 44 da Lei no
9.430, de 27 de dezembro de 1996, às hipóteses previstas no § 4o
deste artigo." (NR)
Art.
118. O § 2o do art. 3o, o art. 17 e o art.
24 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, passam a vigorar
com a seguinte redação:
"Art. 3o
........................................................................................
........................................................................................
§ 2o ........................................................................................
........................................................................................
IV
- produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no
desenvolvimento de tecnologia no País.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 17. ........................................................................................
I -
........................................................................................
........................................................................................
g)
procedimentos de legitimação de posse de que trata o art. 29 da Lei no
6.383, de 7 de dezembro de 1976, mediante iniciativa e deliberação dos órgãos
da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição;
........................................................................................
§ 2o
A Administração também poderá conceder título de propriedade ou de direito real
de uso de imóveis, dispensada licitação, quando o uso destinar-se:
I - a outro órgão ou entidade
da Administração Pública, qualquer que seja a localização do imóvel;
II - a pessoa física que, nos
termos de lei, regulamento ou ato normativo do órgão competente, haja
implementado os requisitos mínimos de cultura e moradia sobre área rural
situada na região da Amazônia Legal, definida no art. 2o da
Lei no 5.173, de 27 de outubro de 1966, superior à legalmente
passível de legitimação de posse referida na alínea g do inciso I do caput
deste artigo, atendidos os limites de área definidos por ato normativo do Poder
Executivo.
§ 2o-A.
As hipóteses da alínea g do inciso I do caput e do inciso II do § 2o
deste artigo ficam dispensadas de autorização legislativa, porém submetem-se
aos seguintes condicionamentos:
I - aplicação exclusivamente às
áreas em que a detenção por particular seja comprovadamente anterior a 1o
de dezembro de 2004;
II - submissão aos demais
requisitos e impedimentos do regime legal e administrativo da destinação e da
regularização fundiária de terras públicas;
III - vedação de concessões
para hipóteses de exploração não-contempladas na lei agrária, nas leis de
destinação de terras públicas, ou nas normas legais ou administrativas de
zoneamento ecológico-econômico; e
IV - previsão de rescisão
automática da concessão, dispensada notificação, em caso de declaração de
utilidade, ou necessidade pública ou interesse social.
§ 2o-B.
A hipótese do inciso II do § 2o deste artigo:
I - só se aplica a imóvel
situado em zona rural, não sujeito a vedação, impedimento ou inconveniente a
sua exploração mediante atividades agropecuárias;
II - fica limitada a áreas de
até 500 (quinhentos) hectares, vedada a dispensa de licitação para áreas
superiores a esse limite; e
III - pode ser cumulada com o
quantitativo de área decorrente da figura prevista na alínea g do inciso I do
caput deste artigo, até o limite previsto no inciso II deste parágrafo.
........................................................................................"
(NR)
"Art. 24.
........................................................................................
........................................................................................
XXVII
- para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que
envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional,
mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do
órgão.
........................................................................................"
(NR)
Art.
119. O art. 27 da Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995,
passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 27. ........................................................................................
§ 1o
Para fins de obtenção da anuência de que trata o caput deste artigo, o pretendente
deverá:
I - atender às exigências de
capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal
necessárias à assunção do serviço; e
II - comprometer-se a cumprir
todas as cláusulas do contrato em vigor.
§ 2o Nas
condições estabelecidas no contrato de concessão, o poder concedente autorizará
a assunção do controle da concessionária por seus financiadores para promover
sua reestruturação financeira e assegurar a continuidade da prestação dos
serviços.
§ 3o Na
hipótese prevista no § 2o deste artigo, o poder concedente
exigirá dos financiadores que atendam às exigências de regularidade jurídica e
fiscal, podendo alterar ou dispensar os demais requisitos previstos no § 1o,
inciso I deste artigo.
§ 4o A
assunção do controle autorizada na forma do § 2o deste
artigo não alterará as obrigações da concessionária e de seus controladores
ante ao poder concedente." (NR)
Art.
120. A Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, passa a
vigorar acrescida dos arts. 18-A, 23-A e 28-A:
"Art.
18-A. O edital poderá prever a inversão da ordem das fases de habilitação e
julgamento, hipótese em que:
I - encerrada a fase de
classificação das propostas ou o oferecimento de lances, será aberto o
invólucro com os documentos de habilitação do licitante mais bem classificado,
para verificação do atendimento das condições fixadas no edital;
II - verificado o atendimento
das exigências do edital, o licitante será declarado vencedor;
III - inabilitado o licitante
melhor classificado, serão analisados os documentos habilitatórios do licitante
com a proposta classificada em segundo lugar, e assim sucessivamente, até que
um licitante classificado atenda às condições fixadas no edital;
IV - proclamado o resultado
final do certame, o objeto será adjudicado ao vencedor nas condições técnicas e
econômicas por ele ofertadas."
"Art.
23-A. O contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos
privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato,
inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa, nos
termos da Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996."
"Art.
28-A. Para garantir contratos de mútuo de longo prazo, destinados a
investimentos relacionados a contratos de concessão, em qualquer de suas
modalidades, as concessionárias poderão ceder ao mutuante, em caráter
fiduciário, parcela de seus créditos operacionais futuros, observadas as
seguintes condições:
I - o contrato de cessão dos
créditos deverá ser registrado em Cartório de Títulos e Documentos para ter
eficácia perante terceiros;
II - sem prejuízo do disposto
no inciso I do caput deste artigo, a cessão do crédito não terá eficácia em
relação ao Poder Público concedente senão quando for este formalmente
notificado;
III - os créditos futuros
cedidos nos termos deste artigo serão constituídos sob a titularidade do
mutuante, independentemente de qualquer formalidade adicional;
IV - o mutuante poderá indicar
instituição financeira para efetuar a cobrança e receber os pagamentos dos
créditos cedidos ou permitir que a concessionária o faça, na qualidade de
representante e depositária;
V - na hipótese de ter sido
indicada instituição financeira, conforme previsto no inciso IV do caput deste
artigo, fica a concessionária obrigada a apresentar a essa os créditos para
cobrança;
VI - os pagamentos dos créditos
cedidos deverão ser depositados pela concessionária ou pela instituição
encarregada da cobrança em conta corrente bancária vinculada ao contrato de
mútuo;
VII - a instituição financeira
depositária deverá transferir os valores recebidos ao mutuante à medida que as
obrigações do contrato de mútuo tornarem-se exigíveis; e
VIII - o contrato de cessão
disporá sobre a devolução à concessionária dos recursos excedentes, sendo
vedada a retenção do saldo após o adimplemento integral do contrato.
Parágrafo único. Para os fins
deste artigo, serão considerados contratos de longo prazo aqueles cujas
obrigações tenham prazo médio de vencimento superior a 5 (cinco) anos."
Art.
121. O art.
25 da Lei no 10.438, de 26 de abril de 2002, passa a vigorar com
a seguinte redação:
"Art. 25. Os descontos
especiais nas tarifas de energia elétrica aplicáveis às unidades consumidoras
classificadas na Classe Rural, inclusive Cooperativas de Eletrificação Rural,
serão concedidos ao consumo que se verifique na atividade de irrigação e
aqüicultura desenvolvida em um período diário contínuo de 8h30m (oito horas e
trinta minutos) de duração, facultado ao concessionário ou permissionário de
serviço público de distribuição de energia elétrica o estabelecimento de
escalas de horário para início, mediante acordo com os consumidores, garantido
o horário compreendido entre 21h30m (vinte e uma horas e trinta minutos) e 6h
(seis horas) do dia seguinte." (NR)
Art.
122. O art. 199 da Lei no 11.101, de 9 de fevereiro de 2005,
passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 199.
........................................................................................
§
1o Na recuperação judicial e na falência das sociedades de que
trata o caput deste artigo, em nenhuma hipótese ficará suspenso o exercício de
direitos derivados de contratos de locação, arrendamento mercantil ou de
qualquer outra modalidade de arrendamento de aeronaves ou de suas partes.
§ 2o Os
créditos decorrentes dos contratos mencionados no § 1o deste
artigo não se submeterão aos efeitos da recuperação judicial ou extrajudicial,
prevalecendo os direitos de propriedade sobre a coisa e as condições
contratuais, não se lhes aplicando a ressalva contida na parte final do § 3o
do art. 49 desta Lei.
§ 3o Na
hipótese de falência das sociedades de que trata o caput deste artigo,
prevalecerão os direitos de propriedade sobre a coisa relativos a contratos de
locação, de arrendamento mercantil ou de qualquer outra modalidade de
arrendamento de aeronaves ou de suas partes." (NR)
Art.
123. O disposto no art. 122 desta Lei não se aplica aos processos de falência,
recuperação judicial ou extrajudicial que estejam em curso na data de
publicação desta Lei.
Art.
124. A partir de 15 de agosto de 2005, a Receita Federal do Brasil deverá, por
intermédio de convênio, arrecadar e fiscalizar, mediante remuneração de 1,5%
(um e meio por cento) do montante arrecadado, o adicional de contribuição
instituído pelo § 3o
do art. 8o da Lei no 8.029, de 12 de abril de 1990,
observados, ainda, os §§ 4o
e 5o do referido art. 8o e, no que couber, o disposto
na Lei no
8.212, de 24 de julho de 1991.
Art.
125. O art. 3o da Lei no 11.033, de 21 de
dezembro de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 3o
........................................................................................
........................................................................................
III
- na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, os
rendimentos distribuídos pelos Fundos de Investimento Imobiliários cujas quotas
sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado
de balcão organizado.
Parágrafo único. O benefício
disposto no inciso III do caput deste artigo:
I - será concedido somente nos
casos em que o Fundo de Investimento Imobiliário possua, no mínimo, 50
(cinqüenta) quotistas;
II - não será concedido ao
quotista pessoa física titular de quotas que representem 10% (dez por cento) ou
mais da totalidade das quotas emitidas pelo Fundo de Investimento Imobiliário
ou cujas quotas lhe derem direito ao recebimento de rendimento superior a 10%
(dez por cento) do total de rendimentos auferidos pelo fundo." (NR)
Art.
126. O § 1o
do art. 1o da Lei no 10.755, de 3 de novembro de 2003,
passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 1o
........................................................................................
§ 1o O
disposto neste artigo aplica-se também às irregularidades previstas na
legislação anterior, desde que pendentes de julgamento definitivo nas
instâncias administrativas.
........................................................................................"
(NR)
Art.
127. O art. 3o do Decreto-Lei no 288, de 28
de fevereiro de 1967, passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos:
"Art. 3o
........................................................................................
........................................................................................
§ 3o
As mercadorias entradas na Zona Franca de Manaus nos termos do caput deste
artigo poderão ser posteriormente destinadas à exportação para o exterior,
ainda que usadas, com a manutenção da isenção dos tributos incidentes na
importação.
§ 4o O
disposto no § 3o deste artigo aplica-se a procedimento
idêntico que, eventualmente, tenha sido anteriormente adotado." (NR)
Art.
128. O art. 2o da Lei no 8.387, de 30 de
dezembro de 1991, passa a vigorar acrescido do seguinte § 19:
"Art. 2o
........................................................................................
........................................................................................
§ 19.
Para as empresas beneficiárias do regime de que trata esta Lei fabricantes de
unidades de saída por vídeo (monitores) policromáticas, de subposição NCM
8471.60.72, os percentuais para investimento estabelecidos neste artigo,
exclusivamente sobre o faturamento bruto decorrente da comercialização desses
produtos no mercado interno, ficam reduzidos em um ponto percentual, a partir
de 1o de novembro de 2005." (NR)
Art.
129. Para fins fiscais e previdenciários, a prestação de serviços intelectuais,
inclusive os de natureza científica, artística ou cultural, em caráter
personalíssimo ou não, com ou sem a designação de quaisquer obrigações a sócios
ou empregados da sociedade prestadora de serviços, quando por esta realizada,
se sujeita tão-somente à legislação aplicável às pessoas jurídicas, sem
prejuízo da observância do disposto no art. 50
da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil.
Parágrafo único. (VETADO)
Art. 130. (VETADO)
Art. 131. O parágrafo
único do art. 1o da Lei no 11.128, de 28 de junho de 2005,
passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 1o
........................................................................................
Parágrafo único. O atendimento
ao disposto no art. 60 da Lei no 9.069, de 29 de junho de
1995, para as instituições que aderirem ao Programa até 31 de dezembro de 2005
poderá ser efetuado, excepcionalmente, até 31 de dezembro de 2006." (NR)
CAPÍTULO
XVII
DISPOSIÇÕES
FINAIS
Art.
132. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos:
I - a
partir da data da publicação da Medida Provisória no 255, de
1o de julho de 2005, em relação ao disposto:
a) no
art. 91 desta Lei, relativamente ao §
6o do art. 1o, §
2o do art. 2o, parágrafo
único do art. 5o, todos da Lei no 11.053, de 29 de
dezembro de 2004;
II -
desde 14 de outubro de 2005, em relação ao disposto:
a) no art.
33 desta Lei, relativamente ao art. 15 da
Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996;
b) no art.
43 desta Lei, relativamente ao inciso
XXVI do art. 10 e ao art.
15, ambos da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003;
c) no art.
44 desta Lei, relativamente ao art.
40 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004;
d) nos arts.
38 a 40,
41,
111,
116
e 117
desta Lei;
III - a
partir do 1o (primeiro) dia do mês subseqüente ao da
publicação desta Lei, em relação ao disposto:
a) no art.
42 desta Lei, observado o disposto na alínea a do inciso V deste artigo;
b) no art.
44 desta Lei, relativamente ao art.
15 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004;
c) no art.
43 desta Lei, relativamente ao art. 3o
e ao inciso
XXVII do art. 10 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003;
d) nos arts.
37, 45,
66 e 106 a 108;
IV - a
partir de 1o de janeiro de 2006, em relação ao disposto:
a) no art.
33 desta Lei, relativamente ao art. 2o
da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996;
b) nos arts.
17 a 27, 31
e 32,
34,
70
a 75
e 76
a 90
desta Lei;
V - a
partir do 1o (primeiro) dia do 4o (quarto)
mês subseqüente ao da publicação desta Lei, em relação ao disposto:
a) no art.
42 desta Lei, relativamente ao inciso
I do § 3o e ao
inciso II do § 7o, ambos do art. 3o da Lei no
10.485, de 3 de julho de 2002;
b) no art. 46
desta Lei, relativamente ao art.
10 da Lei no 11.051, de 29 de dezembro de 2004;
c) nos arts.
47 e 48,
51,
56
a 59,
60
a 62,
64
e 65;
VI - a
partir da data da publicação do ato conjunto a que se refere o § 3o
do art. 7o do Decreto-Lei no 2.287, de 23 de julho de
1986, na forma do art.
114 desta Lei, em relação aos arts.
114 e 115
desta Lei;
VII - em
relação ao art.
110 desta Lei, a partir da edição de ato disciplinando a matéria,
observado, como prazo mínimo:
a) o 1o
(primeiro) dia do 4o (quarto) mês subseqüente ao da
publicação desta Lei para a Contribuição para o PIS/Pasep e para a Cofins;
b) o 1o
(primeiro) dia do mês de janeiro de 2006, para o IRPJ e para a CSLL;
VIII - a
partir da data da publicação desta Lei, em relação aos demais dispositivos.
Art.
133. Ficam revogados:
I - a
partir de 1o de janeiro de 2006:
a) a Lei no
8.661, de 2 de junho de 1993;
b) o parágrafo
único do art. 17 da Lei no 8.668, de 25 de junho de 1993;
c) o § 4o
do art. 82 e os incisos I
e II do
art. 83 da Lei no 8.981, de 20 de janeiro de 1995;
d) os arts.
39, 40,
42
e 43
da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002;
II - o art. 73 da
Medida Provisória no 2.158-35, de 24 de agosto de 2001;
III - o art. 36
da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002;
IV - o
art. 11 da Lei no 10.931, de 2 de agosto de 2004;
V - o art.
4o da Lei no 10.755, de 3 de novembro de 2003;
VI - a
partir do 1o (primeiro) dia do 4o (quarto)
mês subseqüente ao da publicação desta Lei, o inciso
VIII do § 12 do art. 8o da Lei no 10.865, de 30 de abril
de 2004.
Brasília, 21 de novembro de 2005; 184o da Independência e 117o
da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Antonio Palocci Filho
Luiz Fernando Furlan
Nelson Machado
Este texto não substitui o publicado no
D.O.U. de 22.11.2005
(c) 2006